Mulheres são presas em Penedo-AL suspeitas de negociar bebê de 15 dias - Manchete do São Francisco

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26 de agosto de 2017

Mulheres são presas em Penedo-AL suspeitas de negociar bebê de 15 dias





Duas mulheres acabaram presas em Penedo suspeitas de negociar uma criança com pouco mais de quinze dias de vida.O caso repercutiu na manhã desta quarta, 23, após a exibição de uma entrevista concedida pela mãe da criança com exclusividade ao repórter Rafael Medeiros, do Programa Lance Livre da Rádio Penedo FM (97,3 Mhz e www.penedofm.com.br)

No início da entrevista, Adriana dos Santos Carlos, 31 anos, declarou que após perder recentemente outro filho de apenas 3 anos, vítima de um infarto fulminante, passou a pensar em doar a criança que carregava em seu ventre, acreditando que não seria capaz de criar um outro filho novamente.

“Quando eu estava com seis meses de gestação eu disse que doaria meu filho quando ele nascesse. Então uma amiga minha, a Ticiana, disse que tinha pessoas para quem eu poderia entregar meu filho. Foi aí que a Lucineide veio na minha casa, conversou comigo e eu confirmei que doaria a criança para ela, mas com o passar dos dias eu desisti e não queria dar mais o meu bebê”, explicou Adriana dos Santos.

Posteriormente, a mãe da criança falou que estava perturbada com a morte de seu outro filho e, ainda segundo ela, diante da pressão de Ticiana acabou doando a criança.

“Depois do falecimento do meu filho eu fiquei com a cabeça muito fraca e a Ticiana começou a dizer que eu deveria doar o menino, que eu não tinha condições de criar porque eu já criava um filho que era doente e dizia também que era melhor eu doar porque ele seria bem criado, bem educado e teria estudo. Nesse dia eu cheguei a dizer que dava o bebê se quisesse por que o filho era meu”, complementou Adriana.

Após essa conversa, Adriana dos Santos contou que passou a receber presentes da acusada Lucineide da Silva e a fazer os exames finais de gravidez em clinicas particulares. A negociação, iniciada antes mesmo do nascimento da criança, possibilitou que a genitora do menor recebesse cestas básicas e R$ 500 que foi usado para a compra de uma banca de feira.

“Eu tinha certeza que não queria doar meu filho, mas como ela dizia que já tinham comprado tudo do menino eu disse já que comprou vou ter que dar, vou arcar como mulher, e dei, mesmo não querendo”, acrescentou, enfatizando que pegou o dinheiro, mas que não considerava aquilo como sendo pagamento pela venda da criança.

Em seguida, Adriana declarou que logo após o nascimento do bebê, no dia 06 de agosto, ela fez a doação. A mãe disse também que quando foi nesta terça-feira, 22, sem que ninguém soubesse, procurou a pessoa de Lucineide da Silva, que tinha recebido a criança, para pedir o filho de volta, mas a mesma não aceitou fazer nenhum tipo de acordo. “Eu me arrependi do que fiz e quero meu filho de volta, tanto que fui atrás e estou lutando pelo que é meu”, explicou.

O Conselho Tutelar de Penedo teve conhecimento do caso na semana passada. A partir de então, Adriana confirmou a informação e contou como toda a negociação tinha acontecido. O órgão procurou Lucineide da Silva, que estava com a criança, e resgatou o menor, que foi devolvido para sua mãe biológica.

“Depois que o Conselho me deixou em casa, chegou a Ticiana e a Luciene dizendo que fariam uma denúncia contra mim e começaram a dizer um monte de coisas para me derrubar, mas só quem me derruba é o criador e mais ninguém. Mesmo assim, muita gente invadiu a minha casa e a Ticiana fez eu entregar meu filho de novo para a Lucineide”, declarou, enfatizando que quando tudo se resolver quer registrar o filho como Antônio Carlos dos Santos.

Diante de toda essa celeuma, a criança foi encaminhada para um abrigo e encontra-se a disposição da Justiça. As duas mulheres citadas pela mãe da criança foram presas pela Polícia Civil, após o recebimento do relatório circunstanciado do Conselho Tutelar de Penedo com as graves denúncias.

Em contato com a nossa redação, o delegado Fernando Lustosa declarou que as acusadas foram identificadas como Ticiana Maria Santos Almeida, 47 anos, e Luciene Maria dos Santos, 34. Segundo ele, elas responderão por participação em adoção ilegal e por obstruir os trabalhos do Conselho Tutelar, podendo pegar até 8 anos de prisão. Ambas, apontadas como intermediadoras, aguardarão julgamento no Presídio Feminino Santa Luzia, em Maceió.

Já Lucineide da Silva, acusada de adoção ilegal, apresentou-se espontaneamente acompanhada de seu advogado. Após ser ouvida ela foi liberada. Adriana também responderá ao processo em liberdade. As quatro mulheres foram indiciada por participação no caso.

“Gostaríamos de frisar que qualquer procedimento de adoção deve passar pelo crivo do Poder Judiciário, através da Vara da Família, e com o apoio do Conselho Tutelar e da Assistência Social do Município. Registrar ilegalmente crianças de terceiros, sem autorização judicial prévia, será devidamente investigado e severamente punido pelas autoridades desta cidade de Penedo”, esclareceu Lustosa.

O delegado disse também que o Conselho Tutelar irá acompanhar o registro verdadeiro da criança e dará toda a assistência até que o Juiz decida qual será o destino do menino. Caso as partes citadas pela autora da denúncia queiram fazer qualquer esclarecimento sobre o caso o espaço estará aberto.


Por Sertão 24 horas
24/08/2017

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