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19 de março de 2019

MPF/SE processa DNIT e União para acelerar obras de trecho da BR-101

O trecho que vai dos municípios de Propriá (SE) a Laranjeiras (SE) está em obras há cerca de 10 anos e ainda não tem previsão para término.

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Foto:Internet

O Ministério Público Federal informou nesta terça-feira (19) que ingressou com ação civil pública contra o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a União, com o objetivo de acelerar a conclusão das obras de duplicação da BR-101 no trecho que vai de Propriá a Laranjeiras, do km 0 ao 77,3.

Segundo o órgão, vários casos de acidentes com vítimas fatais foram provocados pelo atraso nas obras, além da falta de sinalização, já foram relatados pelos moradores da região e usuários da rodovia.

A ação tem base em relatórios técnicos produzidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pela Seção de Pesquisa e Análise Descentralizada do MPF (Sepad). Nos relatórios foram registradas várias falhas de sinalização, bem como irregularidades nas obras, como caixas de drenagem abertas, desníveis, remendos no asfalto e falta de acostamento.

Outra questão abordada pela ação é a lentidão da duplicação. O trecho citado está em obras há cerca de 10 anos e ainda não tem previsão para término, embora haja alguns segmentos já duplicados e liberados.

Em caráter de urgência, o MPF pede que a Justiça Federal condene o DNIT a elaborar, em 30 dias, um diagnóstico das condições de trafegabilidade, infraestrutura e sinalização da rodovia e, 15 dias após a entrega do relatório, regularize toda a sinalização do trecho. Além disso, em até 30 dias após a entrega do diagnóstico, seja apresentado o cronograma para a retomada, execução, conclusão da obra e que sejam tomadas medidas para garantir as condições de trafegabilidade da rodovia.

A ação requer ainda que o DNIT e a União sejam obrigados a destinar todos os recursos necessários para concluir a obra em até 180 dias após a retomada dos trabalhos e ambos sejam condenados a pagar danos morais coletivos de, no mínimo, R$ 1 milhão, valor que será destinado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

A assessoria de comunicação da Advocacia Geral da União (AGU) informou que a União ainda não foi intimada ou citada no referido processo.

O DNIT ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Por: G1 Sergipe

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