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15 de janeiro de 2020

Sergipe registra 112 casos de grávidas com o vírus HIV

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da Gerência do Programa IST/AIDS, alerta a população para um problema grave, o aumento de mulheres grávidas com HIV. Segundo dados do boletim epidemiológico de HIV/AIDS divulgado pelo Ministério da Saúde (MS), em 2010 havia 58 gestantes soropositivas em Sergipe. Porém, os números de 2019 apontaram 112 casos registrados.

Os números de 2019 apontaram 112 casos registrados (Foto; Flavia Pacheco / SES)

De acordo com o médico sanitarista e gerente do Programa IST/AIDS, Dr. Almir Santana, Sergipe registra, em média, 75 casos por ano de gestantes com HIV. Em 2010, foram 58; em 2011, 53; em 2012, 53; 2013 registrou 70; em 2014, 63; em 2015 foram 78 casos; em 2016, 89; em 2017, 85 e 2018 e 2019 registraram, respectivamente, 83 e 112 mulheres grávidas diagnosticadas com o vírus, totalizando 744 gestantes com HIV, em 10 anos.

“O primeiro alerta é que é preciso melhorar o pré-natal e melhorar sob vários aspectos como, por exemplo, as gestantes precisam ser captadas pelos municípios através da busca ativa de suas equipes de Saúde na Família, para verificar aquelas que estão sem o pré-natal. Isso é extremamente importante, buscar as gestantes para que comecem o acompanhamento o mais cedo possível, no momento oportuno para a realização dos testes de HIV, Sífilis, Hepatite. São, no mínimo, três testes durante a gravidez”, disse Dr. Almir.

As mulheres detectadas como HIV positivo, conforme explica o médico, deverão ter um pré-natal diferenciado porque, além dos exames de rotina, farão o uso de medicamentos antirretrovirais, que têm como finalidade diminuir a carga viral. Se a quantidade de vírus presente no organismo cair muito, o parto poderá ser normal e a criança nascer saudável, no entanto, se a carga viral não cair de forma significativa, o parto indicado será a cesariana, por ser considerado de menor risco de transmissão para o bebê.

“As gestantes com HIV precisam tomar algumas medidas, inclusive no pós-parto. A mãe não pode amamentar, ela está terminantemente proibida de amamentar, e o bebê também precisará tomar a medicação antirretroviral, por um período. Outro ponto importante que recomendamos, é o uso da camisinha durante a gravidez porque também protege o bebê. A mãe está com HIV, mas pode contrair Sífilis, Hepatite e ainda aumentar a carga viral, caso o parceiro seja HIV e não estiver em tratamento. Aumentando a carga viral dela, consequentemente, aumenta o risco de infectar o bebê e, além disso, com o aumento da carga viral, a mulher que apenas possui o vírus, poderá desenvolver a doença, a AIDS”, conclui.

Fonte: SES

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