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7 de abril de 2011

Saúde

Passar muito tempo sentado prejudica o corpo e o organismo
Pesquisa mostra que falta de movimentação no trabalho aumenta obesidade
Por Andressa Basilio


O culpado dos quilos em excesso está longe de ser apenas a má alimentação. Um novo estudo americano mostra que a falta de atividade física no trabalho aumenta a obesidade. Os autores da pesquisa, publicada na revista PloS One, compararam o gasto energético atual dos americanos trabalhadores com o gasto em 1960. A conclusão foi de que, hoje, as pessoas gastam 140 menos calorias do que antes e apenas 20% delas trabalham em funções que exigem atividade física moderada, enquanto, na década de 60, essa proporção era de 50%.

O sedentarismo faz parte da sociedade atual - e não apenas durante o trabalho. Quando você entra no ônibus, procura logo um assento vazio; quando está diante de uma praça de alimentação, espera impacientemente um lugar para sentar; depois de subir uma ladeira, um banco de rua pode ser muito bem-vindo. Mas, já parou para pensar quanto tempo da sua vida você fica sentado? Provavelmente não, pois nos acostumamos a isso assim que chegamos à escolinha e somos encaixados na carteira.

Com o passar do tempo, sentar-se virou sinônimo de recompensa, de descanso. Porém, é importante reconhecer que isso pode ser prejudicial, principalmente se você passa o dia todo sentado. "Hoje em dia existem muitas profissões que mantém o indivíduo sentado. Quem trabalha em escritório ou como motorista, por exemplo, precisa tomar alguns cuidados com o corpo", indica Raul Santo de Oliveira, fisiologista do exercício da Unifesp.

Ai, minha coluna

Quem nunca sentiu dor na coluna, que atire a primeira pedra. A maior consequência de ficar muito tempo sentado é o comprometimento da coluna vertebral. "Quando estamos sentado, os discos intravertebrais - responsáveis pelo amortecimento do impacto dos movimentos- ficam muito pressionados, causado inflamação nos nervos e, por isso, a dor nas costas e o desvio postural. Eventualmente, isso pode levar a problemas mais sérios como a hérnia de disco", afirma o fisiologista. Com o passar do tempo, os nossos tendões ficam naturalmente mais curtos. Porém, para aquelas pessoas que passam muito tempo sentadas, esse encurtamento acontece mais cedo. Mais um motivo para as dores aparecerem.

Circulação comprometida

Além da coluna, problemas circulatórios sérios podem ocorrer. "Quando estamos sentados, há uma compressão de todos os vasos sanguíneos. O sangue não circula direito, há dificuldade de oxigenação do corpo, de transporte de nutrientes e de hormônios. O cansaço e a fadiga podem também ficar acentuados com a má circulação sanguínea", diz Raul Santo.

Obesidade

E por que não falar em obesidade? Quando você não se movimenta muito, o metabolismo fica mais lento e sua queima calórica é mais baixa. Isso, quando associado a outros fatores, como falta de exercício físico e pré-disposição, pode levar ao sobrepeso e, mais gravemente, a obesidade.

A melhor saída

Para quem precisa trabalhar sentado, mudar de emprego não dá, claro. O caminho não é bem por aí. É muito mais simples que esse, na verdade. "As pessoas podem fazer exercícios simples de alongamento do corpo, quando estão sentadas ou quando se levantam para ir ao banheiro ou pegar um cafezinho. Espreguiçar-se vai dar maior oxigenação ao organismo. Faça uma pausa a cada uma hora ou uma hora e meia sentado para alongar o pescoço e a coluna e mexer as pernas", explica Raul Santo. " É importante que a pessoa crie o hábito de alongar-se para reposicionar o corpo, tentando alcançar o equilíbrio postural."

Trabalho mais confortável

O especialista acredita que as empresas precisam ter consciência dos males que podem trazer aos funcionários e investir mais em técnicas que visem o aumento da qualidade de vida como a ginástica laboral e a ergonomia, por exemplo.

Mas o que é ginástica laboral? Segundo Raul Santo, esse é um recurso de exercícios simples que pode ser aplicado várias vezes ao longo do expediente. A empresa contrata um profissional para ensinar aos funcionários o método correto de se alongar. Os exercícios, que duram cerca de 10 minutos, geralmente são feitos com música e os envolvidos podem fazê-los usando a própria roupa do corpo. "A ginástica laboral é feita de duas a três vezes ao dia e os resultados são muito proveitosos. Já com a ergonomia, o objetivo é ajustar o corpo de alguém ao meio onde ele vive e trabalha." Para isso, os móveis e os objetos com os quais ele está envolvido precisam estar de acordo com as estruturas do corpo humano.

"A cadeira não pode ser nem alta nem baixa. O ideal é que os pés da pessoa fique acomodados no chão. O encosto precisa dar apoio para que o corpo do funcionário forme um ângulo de 90°. Para quem trabalha em frente ao computador, a tela precisa estar na linha dos olhos."

Até as roupas que vocês usa para trabalhar podem te ajudar a melhorar. "Procure usar roupas mais confortáveis para que o sangue possa circular sem maiores dificuldades. Sapatos muito apertados podem prejudicar o retorno do sangue venoso para o coração e com isso manter o metabolismo lento. O salto alto, muitas vezes, pode desencadear varizes e encurtamento de tendões", diz Raul Santo.

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O que é AVC?
Sinônimos: derrame, acidente vascular cerebral


O acidente vascular cerebral, ou derrame cerebral, ocorre quando há um entupimento ou o rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea adequada.

Tipos de AVC

Isquêmico: entupimento dos vasos que levam sangue ao cérebro
Hemorrágico: rompimento do vaso provocando sangramento no cérebro.

Sintomas

Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo
Alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo
Perda súbita de visão num olho ou nos dois olhos
Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem
Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente
Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.

Tratamento

O tratamento e a reabilitação da pessoa vitimada por um AVC dependerá sempre das particularidades que envolvam cada caso. Há recursos terapêuticos que podem auxiliar na restauração das funções afetadas. Para que o paciente possa ter uma melhor recuperação e qualidade de vida, é fundamental que ele seja analisado e tratado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, fisioterapeutas, médicos, psicólogos e demais profissionais. Seja qual for o tipo do acidente, as consequências são bastante danosas. Além de estar entre as principais causas de morte mundiais, o AVC é uma das patologias que mais incapacitam para a realização das atividades cotidianas.

Conforme a região cerebral atingida, bem como de acordo com a extensão das lesões, o AVC pode oscilar entre dois opostos. Os de menor intensidade praticamente não deixam sequelas. Os mais graves, todavia, podem levar as pessoas à morte ou a um estado de absoluta dependência, sem condições, por vezes, de nem mesmo sair da cama.

A pessoa pode sofrer diversas complicações, como alterações comportamentais e cognitivas, dificuldades na fala, dificuldade para se alimentar, constipação intestinal, epilepsia vascular, depressão e outras implicações decorrentes da imobilidade e pelo acometimento muscular. Um dos fatores determinantes para os tipos de consequências provocadas é o tempo decorrido entre o início do AVC e o recebimento do tratamento necessário. Para que o risco de sequelas seja significativamente reduzido, o correto é que a vítima seja levada imediatamente ao hospital.

Os danos são consideravelmente maiores quando o atendimento demora mais de 3 horas para ser iniciado.


Prevenção

Muitos fatores de risco contribuem para o seu aparecimento. Alguns desses fatores não podem ser modificados, como a idade, a raça, a constituição genética e o sexo. Outros fatores, entretanto, podem ser diagnosticados e tratados, tais como a hipertensão arterial (pressão alta), a diabetes mellitus, as doenças cardíacas, a enxaqueca, o uso de anticoncepcionais hormonais, a ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo, o sedentarismo (falta de atividades físicas) e a obesidade. A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC.

Fontes e referências:

Ministério da Saúde

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Pílula do dia seguinte pode trazer mais riscos do que benefícios
Método serve apenas como alternativa emergencial para não prejudicar a saúde da mulher
Por Minha Vida


A pílula do dia seguinte costuma ser usada por algumas pessoas com muita frequência, interpretada como uma solução prática para evitar a gravidez indesejada sempre que algum imprevisto acontece. No entanto, esse recurso é indicado apenas para casos de emergência e deve ser usado com cuidado, já que pode trazer efeitos colaterais. A fim de contribuir com a propagação de informações corretas sobre esse tema, o Portal Minha listou as principais dúvidas sobre o assunto. Veja as respostas a seguir:

Existem dois tipos de pílula, qual é o melhor?

O mercado disponibiliza dois tipos de pílula do dia seguinte: uma cartela com apenas um comprimido de 1,5mg de levonorgestrel e outra com dois comprimidos de 0,75mg da substância."Como se trata de um método de emergência e não de prevenção, a dosagem da pílula, independentemente do tipo, é um turbilhão de hormônios", explica a ginecologista Felisbela Holanda, da Unifesp.

Para a especialista, não existe diferença entre os dois tipos de pílula do dia seguinte, até porque a dosagem é a mesma. Ambas representam uma enorme carga de hormônios ingerida de uma só vez, diferentemente das pílulas anticoncepcionais convencionais - ingeridas diariamente -, que possuem dosagem menor.

Qual é a maneira correta de tomar?

Felisbela explica que o procedimento é bem simples. "Para o tipo que tem apenas uma pílula, basta tomá-la até 72 horas depois do ato sexual. Para aquela que vêm em duas doses, a primeira deve ser tomada logo após o coito e a segunda, depois de 12 horas", explica.

Mesmo com esse intervalo grande de tempo - 72 horas - a ginecologista Denise Coimbra recomenda: "A pílula do dia seguinte pode ser tomada em até 12 horas do 'acidente' para aumentar a eficácia do método".

Existe a possibilidade de engravidar, mesmo tomando a pílula do dia seguinte?
Conforme a especialista, o risco de insucesso da pílula do dia seguinte gira em torno de 5%. Isso se levarmos em conta que ela seja tomada nas primeiras 24 horas após o ato sexual. "É perfeitamente possível que a mulher engravide, afinal, a pílula do dia seguinte não é um método contraceptivo, mas de emergência. O corpo não está preparado para ela", argumenta Felisbela.

A ação do levonorgestrel - um tipo de progesterona - pode inibir ou retardar a ovulação. Ou seja, ele é capaz de dificultar a passagem do óvulo ou do espermatozóide, além de provocar alterações no endométrio, bloqueando a implantação do óvulo. A médica alerta que, "se ingerida depois da formação do feto, ela pode causar hemorragia e aborto, fatores de altíssimo risco para a vida da mulher".

A ginecologista Denise Coimbra também conta que o feto pode apresentar sequelas, mas as chances são pequenas. "Ao tomar a pílula muito tempo depois da fecundação, não haverá eficácia e só os exames do primeiro pré-natal podem acusar algum problema com o feto. Na maioria das vezes, não há complicações", explica.

Existem efeitos colaterais para o uso da pílula do dia seguinte?

Mesmo se considerarmos o uso esporádico da pílula do dia seguinte como um parâmetro normal, ainda é possível que ela cause efeitos colaterais. "Pode causar dores de cabeça e no corpo, náuseas, diarreia e vômito", explica Felisbela.

Na maioria das vezes, a pílula altera o fluxo normal da mulher, desregulando a menstruação. "Dependendo do dia em que foi tomada, a pílula pode provocar sangramento ou mesmo retardar a menstruação", conta Denise Coimbra, que faz questão de frisar que esse recurso deve ser feito apenas em casos de emergência, por conta desses efeitos.

Se usar com certa frequência, pode engordar?

Para a ginecologista, isso varia de acordo com o organismo de cada pessoa. No entanto, é possível que o uso frequente possa interferir nas reações do corpo. "Sem dúvida, uma dose imensa de hormônios como a da pílula do dia seguinte pode engordar, mas só através de uma avaliação individual é que será possível confirmar", explica Felisbela.

Consumir álcool e tabaco pode anular o efeito da pílula?

É uma combinação perigosa. Felisbela explica que o uso de alguns tipos de drogas pode ser prejudicial se combinados com o tratamento com a pílula do dia seguinte. Bebidas e cigarros possuem substâncias que potencializam os níveis do hormônio estrogênio no organismo e não devem ser ingeridos com nenhum outro medicamento.

"A pílula com estrogênio é um vasoconstritor, que contrai os vasos sanguíneos, e a nicotina do cigarro também. Em associação, aumentam o risco de derrame (Acidente Vasculas Cerebral) e trombose", esclarece Denise Coimbra.

Existem contra-indicações para o uso?

De acordo com Felisbela, o mais importante antes de se fazer qualquer indicação ou contra-indicação é fazer uma avaliação pessoal. No entanto, sabe-se que algumas condições podem tornar o uso da pílula do dia seguinte perigoso.

"Em princípio, seu uso é contra-indicado para mulheres com hipertensão descontrolada, problemas vasculares, doenças do sangue e obesidade mórbida. Mas são contra-indicações relativas, que aumentam o risco de insucesso ou outros problemas e dependem de avaliação individual", explica a médica.

Além disso, a ginecologista explica que não existe idade mínima para tomar o medicamento. "A mulher já pode tomar a partir do momento em que tem uma vida sexual ativa. Já a idade máxima vai até o fim da vida fértil dela".

Mas Denise Coimbra lembra que é preciso sempre ter o acompanhamento de um ginecologista. "A menina, quando tem a primeira menstruação, deve sempre procurar orientação do profissional para conhecer os métodos anticonceptivos. Nada de confiar nas amigas", adverte.

Seu uso frequente pode causar infertilidade?

A especialista explica que sim. Afinal, o medicamento provoca uma descarga hormonal muito intensa em curto prazo. "Entretanto, em longo prazo, pode causar a gravidez ectopia (gravidez nas trompas). Além disso, também prejudica o funcionamento do aparelho reprodutor feminino e dificulta futuras gestações", explica Felisbela.

Por isso, é prudente evitar o uso frequente. Denise conta que, se a mulher ingerir a pílula com frequência e em um curto período de tempo, o recurso pode não funcionar como método de emergência. "O perigo é que, com o uso abusivo, a pílula pode perder o seu propósito, ou seja, a mulher pode engravidar, pois o medicamento quebra o ritmo hormonal", alerta.

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Sal pode fazer bem ao organismo se consumido de maneira correta
Sal do tipo marinho é natural e rico em nutrientes


Como qualquer alimento processado, o sal de mesa refinado é pobre em nutrientes benéficos ao corpo e tóxico ao nosso organismo. Quimicamente trabalhado, ele contém, entre outras substâncias, antiaglomerantes, que evitam que o sal fique empedrado, mas podem trazer malefícios à saúde humana. Em excesso, sal de mesa comum contribui para celulite, reumatismo, gota cálculo renal, de vesícula e vários outros problemas.

O sal refinado também não se mistura com água. Isso é um problema, já que 70% do corpo humano é composto por água. Para eliminá-lo, o organismo precisa de água, que retira das células, comprometendo seu equilíbrio líquido.

O sal marinho dá mais energia, complementa uma alimentação deficiente, diminui a acidez gástrica e favorece a circulação.

Outro tipo de sal que é usado com frequência é o sal bruto, que não passa por nenhum processo de refinamento. Mesmo que seja natural, como é tirado de jazidas de sal encontradas em terra firme, pode se originar de fontes contaminadas por metais pesados, como cobre, chumbo e mercúrio.

Por isso, sempre indico aos meus pacientes o sal marinho puro. Natural, ele é rico em minerais essenciais à vida, como ferro e manganês. Apresenta quase as mesmas proporções de sais do soro sanguíneo, com bem mais de 30 elementos, entre eles magnésio, cálcio e flúor.
Ele também dá mais energia, complementa uma alimentação deficiente, diminui a acidez gástrica, favorece a circulação, o sistema respiratório, os centros nervosos, rins e vias urinárias. E ao contrário do senso comum, protege contra doenças cardiovasculares.

Na hora de armazenar o sal marinho, é preciso alguns cuidados. Ele deve ser guardado em recipiente fechado e armazenado em lugar fresco e seco, para que não perca seus nutrientes.

Prefira o produto puro, natural, como o de Himalaia ou céltico. Medir seu consumo pode ser interessante: basta um exame de sangue em jejum para conferir os índices de sódio, que devem estar entre 139 e 142.

Mesmo o consumo de sal marinho deve ficar abaixo de 2,4 gramas, padrão estabelecido como saudável pela Organização Mundial da Saúde.

Por: Msn Minha Vida

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Exercícios: duas horas e meia por semana previnem contra doenças cardiovasculares
Até pequenas quantidades de exercícios diminuem o risco dessa doença
Por Minha Vida


Mesmo pequenas quantidades de atividade física podem reduzir o risco de doença cardíaca, diz um estudo feito por pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard (EUA) e publicado no jornal especializado Circulation. De acordo com especialistas, quanto mais exercícios as pessoas fizerem, menores as chances de complicações no sistema cardiovascular.

A pesquisa tomou como base mais de três mil estudos anteriores sobre a relação entre exercícios físicos e doença vascular, além de acompanhar um grupo de pessoas que praticava exercícios semanalmente.

Os autores do estudo descobriram que praticar 150 minutos - o equivalante a duas horas e meia - de exercícios por semana diminui o risco de doença cardíaca em 14%. Essa porcentagem aumenta de acordo com a quantidade de exercícios praticados.

Os pesquisadores, no entanto, alertam que o ideal seria praticar no mínimo 300 minutos (cinco horas) de exercícios semanalmente e, para que essa atividade traga algum efeito, é necessário o acompanhamento de um profissional.

Combater o estresse também beneficia o coração

Além da prática de exercícios físicos, controlar o nível de estresse é essencial para evitar a doença cardíaca, principalmente para as mulheres. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade da Dinamarca e publicada no jornal Occupational and Environmental Medicine, a chance dessa doença é 50% mais elevada quando comparada com a de quem considera seu trabalho administrável. Os cientistas chegaram a essa conclusão ao analisar a saúde de 12.116 enfermeiras com idades entre 45 e 64 anos no início do estudo.

De acordo com os pesquisadores, medidas simples como um comentário positivo do chefe após um trabalho bem feito, horários de trabalho mais flexíveis e mais dias de folga como recompensa por um bom desempenho poderiam reduzir em 1/3 os problemas cardíacos dos funcionários, assim como alguns problemas mentais.

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Como Calcular a Idade Biológica


A idade biológica revela como está o organismo, se envelhecido ou concervado e ela muitas vezes difere da idade cronolôgica, que é a idade que o indivíduo conta desde que nasceu. Para calcular a idade biológica faça o seguinte teste:

Equilíbrio: Feche os olhos e fique apoiado numa perna, dobre o outro joelho e não mova os braços. Conte quanto tempo consegue ficar parado nesta posição.

Resultado:

• Mais de 1 minuto: 20 anos,
• 40 a 59 segundos: 30 anos,
• 30 a 39 segundos: 40 anos,
• 25 a 29 segundos: 50 anos,
• Menos de 25 segundos: 60 anos ou mais.

Elasticidade da pele: Belisque a parte de cima da mão, segurando-a por 10 segundos e depois solte. Quanto tempo leva para a pele voltar ao lugar sem deixar marcas?

Resultado:

• Menos de 1 segundo: 20 anos,
• menos de 2 segundos: 30 anos,
• menos de 3 segundos: 40 anos,
• menos de 4 segundos: 50 anos,
• 5 segundos ou mais: 60 ou mais.

Se o resultado não foi o esperado recomenda-se a prática de atividade física e uma boa alimentação. Esta dupla em conjunto diminui uma série de doenças, o que melhora a capacidade respiratória, pulmonar, equilíbrio e o resultado de uma boa saúde pode ser verificada na elasticidade da pele.

Calculadora Biológica
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Caminhar 30 minutos retarda envelhecimento mental em mulheres
Segundo estudo, atividade física diária pode adiar declínio cognitivo em até sete anos
Por Minha Vida


Estudo realizado pela Foundation of Public Health at Mutuelle Generale de l'Education Nationale in Paris, França, mostra que mulheres mais velhas que praticam atividades físicas apresentam menor declínio cognitivo do que as mais sedentárias. Os resultados foram publicados no periódico Archives of Internal Medicine.

Aproximadamente 2800 mulheres de 65 anos ou mais foram examinadas. Todas elas possuíam alguma doença cardiovascular ou, ao menos, três fatores de risco - elementos que substancialmente aumentam o declínio cognitivo.

No começo do estudo, as voluntárias responderam a questionários sobre as atividades físicas que praticavam, como caminhada, bicicleta e, até mesmo, subir escadas. Então, foram divididas em cinco grupos, baseados em seus níveis de atividades físicas. Dois anos depois, elas responderam o mesmo questionário.

Elas também passaram por uma bateria de testes cognitivos diversas vezes, desde o começo do estudo até mais de cinco anos depois. Os testes mediram a memória verbal, facilidade para cumprir tarefas e outras habilidades mentais.

Os resultados mostraram que as mulheres dos dois grupos mais ativos tiveram taxas substancialmente mais baixas de declínio cognitivo do que aquelas dos grupos que menos praticavam exercícios.

Para os pesquisadores, uma caminhada de meia hora por dia pode retardar o envelhecimento mental em até sete anos. Isso porque estudos anteriores mostraram que existe uma relação entre risco cardíaco e declínio cognitivo, embora pouco ainda se saiba sobre o assunto.

Lazer que protege a mente

Outro estudo, publicado pelo periódico Neurology, jornal oficial da Academia Americana de Neurologia, revela que as atividades de lazer entre os idosos são capazes de proteger o cérebro da perda de memória.

Quase 500 americanos com idades entre 75 e 85 anos sem problemas cognitivos foram estudados por uma média de cinco anos. Os pesquisadores avaliaram periodicamente o nível de participação dos idosos em seis diferentes atividades de lazer: leitura, escrita, palavras cruzadas, jogos de tabuleiro ou cartas, reuniões para discussão em grupo, e hábito de tocar um instrumento musical.

Durante o estudo, cerca de um quinto dos voluntários desenvolveu um quadro de demência, e a velocidade da perda de memória foi menor entre os idosos que tinham mais atividade de lazer, independentemente do nível educacional.

Vivemos numa época em que esperamos viver muitos e muitos anos, graças aos grandes avanços da ciência. Sabemos que muito de nossa estrutura cerebral modifica-se com o envelhecimento, mas também já sabemos que essas alterações não provocam necessariamente perdas da função cerebral.

É como se fosse um cabo-de-guerra: de um lado o envelhecimento cerebral e de outro uma série de estratégias já bem conhecidas que podem fazer com que as perdas sejam menores ao longo dos anos.

Dentre essas estratégias, as atividades de lazer podem ser colocadas lado a lado com uma dieta saudável e atividade física e intelectual, todas elas voltadas para uma mesma direção: aumentar nossa reserva cerebral. Quem tem muita reserva pode até perder um pouquinho que não sentirá tanta falta e o nível educacional é um dos fatores mais importantes dessa nossa reserva.

O presente estudo não é o primeiro a revelar que o lazer tem efeito protetor sobre o cérebro. Não podemos esquecer que o tipo de lazer pode fazer a diferença. Uma das pesquisas revelou que várias atividades de lazer foram positivas ao estado cognitivo dos idosos, mas já o tempo em que eles passavam em frente à TV teve impacto negativo.

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Controle a TPM de uma vez por todas
Esta síndrome tem jeito e é mais fácil de resolver do que você imagina



Ansiedade, dor muscular, dor de cabeça, tontura, depressão, inchaço, ganho de peso, irritabilidade, mamas doloridas, hostilidade, instabilidade emocional, choro fácil, ondas de calor, esquecimento, insônia, pânico, fadiga, gases, desejo alimentar alterado, queda de motivação, idéias suicidas... Esses são apenas alguns dos 150 sintomas listados que a mulher pode sentir durante a tensão pré-menstrual (TPM), síndrome que se manifesta de quatorze a dois dias antes da menstruação e desaparece com a chegada do fluxo. Não bastassem as alterações físicas e emocionais, há as comportamentais, como confusão, indecisão e tendência a ficar estabanada. Os sintomas variam de uma pessoa para outra e podem ser diferentes no mês seguinte. Hoje, felizmente, é consenso entre os profissionais de saúde que os sintomas se referem a uma síndrome, que atinge o sexo feminino de forma diferente e merece atenção.

Sabe-se que 30% dos casos de tensão pré-menstrual apresentam-se de forma moderada. Isto é, incomodam, mas o desempenho geral da mulher não é afetado. Estudos recentes mostram que 10% das mulheres apresentam sintomas de forma significativa. E em 6 a 8% as alterações são tão intensas que chegam a comprometer a vida cotidiana. Estes casos são classificados como disforia luteal.

Todas as mulheres em idade fértil convivem com as alterações bioquímicas nos níveis dos hormônios sexuais - estrógeno e progesterona -, responsáveis pela instabilidade feminina no período. Mas só isso não basta para desencadear a síndrome. Sua manifestação depende de outros fatores, físicos e emocionais. A predisposição genética, por exemplo, é um deles. Isso quer dizer que o histórico de mães e avós permite predizer como serão os períodos menstruais de filhas e netas.

A TPM também está relacionada ao estilo de vida contemporâneo. Estresse, tensões, dificuldades econômicas e de relacionamento, enfim, os altos e baixos do dia-a-dia agem como gatilho para detonar o problema da TPM em mulheres predispostas, o que explica a maior incidência da síndrome em quem vive nos centros urbanos. Outro fator que contribui para o agravamento do problema é a própria condição feminina nos dias de hoje. A mulher, sobretudo nas grandes cidades, luta para dar conta dos novos e múltiplos papéis sociais assumidos. Isso porque boa parte, além de atuar em um mercado profissional competitivo e globalizado, é responsável por afazeres e finanças familiares.

Informação auxilia no controle da doença

A informação correta sobre o funcionamento do corpo auxilia muito a mulher a compreender o que está se passando com suas taxas hormonais, em cada fase do mês. Adotamos este procedimento pedagógico com todas as pacientes, desde a adolescente que acaba de menstruar pela primeira vez até as mulheres na idade adulta, que chegam ao consultório relatando queixas relacionadas ao ciclo menstrual.

O segredo para conviver em paz com o ciclo menstrual é ter plena noção de como o organismo responde aos hormônios. Nos quinze dias após a menstruação, há produção de estrógeno e a mulher se torna sedutora, se arruma mais, fica ativa e extrovertida. Em seguida, o corpo se prepara para gerar uma nova vida e os níveis de progesterona se elevam. Ela se sente, então, mais maternal, introspectiva, organizadora, cooperativa. A saída é não ir de encontro à sua natureza, mas se deixar conduzir por ela.

Diversas possibilidades terapêuticas

Hoje, para tratar a TPM, existem muitas opções terapêuticas. De acordo com o estilo de vida e as condições de saúde de cada paciente, podemos definir a melhor opção terapêutica para cada mulher. Muitas vezes, a acupuntura auxilia a paciente a enfrentar este período. Em outros casos, podemos prescrever uma suplementação vitamínica ou o uso de alguns calmantes. Nos quadros mais graves, o ginecologista pode até mesmo optar pela supressão da menstruação.

O que pode ajudar a controlar a TPM

Com a supervisão do ginecologista, é possível recorrer a:

-acupuntura;
-meditação;
-remédios homeopáticos;
-remédios fitoterápicos (valeriana, passiflora, sabugueiro);
-suplementação vitamínica (vitamina A, B6 ou E, de acordo com o caso);
- ácido gamalinoleico (presente no óleo de prímula), antidepressivos e calmantes;
-supressores da menstruação;
-psicoterapia.

Queixas dos maridos, namorados, companheiros...

No relacionamento a dois, a alteração no comportamento feminino provocada pela TPM também pode mexer com os nervos masculinos. Mas, conhecendo o temperamento da parceira e sabendo como ela reage, há como ajudá-la a enfrentar a fase com calma. Recomendo aos maridos, namorados e companheiros que exercitem sua tolerância e não discutam à toa. Aconselho que dividam as tarefas domésticas e as obrigações familiares, principalmente neste período, assim, a mulher poderá ficar mais relaxada. Explico que uma diminuição da libido nesta fase é natural e que a mulher fica mais emotiva, precisando de mais carinho e atenção.


Dr. Aléssio Calil Mathias é ginecologista e obstetra, diretor da Clínica Genesis.

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Compare os benefícios e malefícios da carne vermelha
Alguns modos de preparo e cortes a deixam mais saudável


Poucos alimentos têm sido tão atacados nos últimos anos como a carne vermelha. Mais famosa por ser fonte de gorduras e colesterol do que pelos benefícios que traz ao organismo, ela foi tirada do cardápio de muitas pessoas que procuram perder peso e ter uma alimentação mais saudável. Mas, segundo muitos especialistas, cortar esse alimento da dieta sem antes procurar um nutricionista é um erro. "A carne vermelha é fonte de todas as proteínas e os aminoácidos essenciais para o nosso corpo. Ela não tem um substituto único e contém vitaminas que não são encontradas em nenhum outro alimento. Por isso, as pessoas devem pensar duas vezes antes de cortá-la da dieta", explica o nutrólogo Wilson Rondó, autor do livro "Sinal Verde para a Carne Vermelha".

De acordo com o especialista, uma alimentação saudável é aquela que traz um equilíbrio entre os micronutrientes, ou seja, vitaminas e minerais, e os macronutrientes, como gorduras, proteínas e carboidratos. Fechar a boca para alimentos ricos no último grupo, como a carne vermelha, pode até fazer mal ao organismo. Compare os prós e contras:

Prós

De acordo com o endocrinologista Fillipo Pedrinola, especialista do Minha Vida, a carne vermelha contém inúmeros nutrientes que, se forem consumidos na medida certa, são importantes para o bom funcionamento do organismo. "Uma alimentação balanceada deve conter grande variedade de alimentos, incluindo carne branca, vermelha, peixe, laticínios, frutas, vegetais e grãos", explica.

Dentre todos os nutrientes encontrados na carne, os que ganham papel de destaque são as proteínas. Elas são consideradas completas, pois contêm os nove aminoácidos essenciais. Uma quantidade de 100 gramas de carne magra - com menos gordura - contém por volta de 20 a 30 gramas de proteína, o que equivale a, aproximadamente, 50% das necessidades diárias de um ser humano adulto.
Para quem pratica exercícios físicos, ficar sem comer carne vermelha pode atrapalhar o treino, já que ela é fonte de diversos nutrientes que melhoram o desempenho muscular, como a mioglunulina - que promove o transporte de oxigênio para os músculos -, o ácido linoleico - que ajuda a perder peso e promove a perda de gordura - e a creatina, que ajuda a restaurar ATP após o esforço muscular. ATP é um tipo de molécula produzida durante a respiração celular, que dá energia ao corpo.

Segundo um estudo feito pelo Laboratório de Nutrição e Metabolismo da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, a creatina também ajuda a controlar a taxa de açúcar no sangue elevada em pessoas com diabetes.

Além disso, a carne vermelha também é fonte de mioglobulina, uma proteína que promove o transporte de oxigênio para as células musculares e age como antidepressivo, o que permite exercícios mais intensos e sensação de bem-estar. O alimento ainda é a única fonte de vitamina B12, indispensável para o funcionamento das células nervosas do corpo.

"Por isso, a maioria das pessoas que não comem nenhum tipo de alimento de origem animal, principalmente a carne vermelha, apresentam carência dessa vitamina em longo prazo quando não tomam suplementos vitamínicos", explica Wilson Rondó.
Contras

Mesmo que a carne vermelha traga benefícios ao organismo, seu consumo deve ser controlado, como praticamente todos os alimentos. "Ela pode liberar algumas substâncias nocivas à saúde se for cozida em excesso ou se for de procedência duvidosa", explica o nutrólogo Wilson, que afirma que a melhor opção de carne sempre será a que foi tirada de um gado criado em pastagens naturais e orgânicas.

Um estudo publicado pela revista Archives of Internal Medicine demonstra que quem controla o consumo de carne vermelha e carnes processadas vive mais. A pesquisa acompanhou por dez anos mais de meio milhão de pessoas com idades entre 50 e 71 anos. As pessoas que mais ingeriam carne vermelha (média de 62,5g em uma dieta de 1000 Kcal por dia) foram as que apresentaram maior mortalidade por doenças cardiovasculares e câncer, quando comparadas a aquelas que ingeriam menos carne vermelha (média de 9,8g / 1000 Kcal por dia).

Os malefícios desse alimento estão mais ligados ao seu consumo excessivo, ou ao exagero da escolha de cortes muito "gordos", que contêm grande quantidade de gordura saturada que, por sua vez, está associada ao aumento dos níveis de colesterol, da pressão arterial e do risco de câncer. As carnes vermelhas ainda possuem compostos carcinogênicos que, se consumidos em excesso, aumentam as chances de câncer de intestino e próstata.

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Cuidados na execução de exercícios evitam tendinite
Esforços prolongados e sobrecarga são algumas de suas causas
Por Minha Vida


Conta a lenda que Aquiles, filho do rei Peleu e da rainha Tétis, tinha um único ponto vulnerável no corpo e ele ficava exatamente na altura do calcanhar, ao nível do tendão da parte posterior do tornozelo. Entretanto, para pessoas comuns, a dor e a inflamação neste local podem ter como causa frequente esforços prolongados e repetitivos, além de sobrecarga.

A tendinite de Aquiles, inflamação no tendão do calcâneo, é um quadro frequente nos atletas, principalmente entre os corredores de longa distância. É uma típica lesão por excesso de uso e, normalmente, origina-se com aumento repentino da atividade esportiva, mudança de calçados ou piso de treinamento inadequado.

Em geral, é provocada por micro-rupturas das fibras de colágeno que constituem o tecido tendinoso, que é muito pobre em vascularização. Estas pequenas lesões, associadas ao excesso de esforço repetitivo, podem provocar uma inflamação ou degeneração do tecido tendinoso.
Em geral, origina-se com aumento repentino da atividade esportiva, mudança de calçados ou piso de treinamento inadequado.

Fatores que favorecem a tendinite de Aquiles:

1. Aumento não gradativo da distância ou velocidade percorrida;

2. Treinamento em aclive ou subidas de escadas;

3. Traumatismo causado pela contração vigorosa da musculatura flexora do joelho, como um aumento na velocidade final na corrida;

4. Sobrecarga de treinamento;

5. Tênis inadequado para a corrida;

6. Falta de equilíbrio muscular.

Muitas vezes o paciente pode sentir dor ao caminhar, ao subir e descer escadas ou quando começa a correr. Esta dor pode variar de intensidade e de frequência e, em casos avançados, levam a grande limitação com dor mesmo em repouso.
Ao realizar o exame, encontramos dor ao apalpara parte mais baixa do tendão, de três a cincocentímetros acima de sua inserção. Também são atestados inchaço local, limitação dos movimentos e dificuldade para o início da corrida, que pode ser claudicante.

A ultrassonografia pode ser indicada para confirmação diagnóstica, como método de baixo custo e rápido, embora a ressonância magnética possa dar com maior precisão detalhes do processo.

O tratamento da tendinite de Aquiles consiste, basicamente, no repouso relativo, no afastamento temporário das atividades físicas, no uso de antinflamatórios e analgésicos, nacrioterapia - aplicação de gelo no local por 20 minutos de três a quatro vezes ao dia - e reabilitação através da fisioterapia com medidas analgésicas e exercícios específicos.

Antes de se pensar em cirurgia, porém, alguns métodos alternativos poderão ser utilizados, como terapia por ondas de choque. Tratamento cirúrgico é uma exceção, uma vez que a maioria dos casos são resolvidos com um tratamento clínico adequado. Nos casos crônicos pode ocorrer ruptura total do tendão de Aquiles. Quando isso ocorre, o tratamento cirúrgico pode ser indicado.

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Seis vitaminas que ajudam a proteger contra problemas da pele
Fuja de acne, cravos, envelhecimento e rugas consumindo nutrientes
Por Fernando Menezes



Até os menos vaidosos ficam incomodados com problemas de pele, como acne, cravos e rugas profundas. Mesmo alguns cuidados, como evitar sair de casa sem passar protetor solar e a utilização de cremes antienvelhecimento, podem não ser o suficiente para deixar a pele jovem e saudável. "A pele também precisa de nutrição, principalmente a de quem tem histórico de problemas dermatológicos, como acne, espinhas e cravos", explica a nutricionista Daniela Jobst, da Unifesp. Dentre todos os nutrientes, as vitaminas ganham destaque, já que o consumo de algumas delas deixam a pele mais saudável e protegida da ação do tempo.

Acne- Espinhas

As espinhas, ou acne, formam-se porque há um entupimento no poro que drena para a superfície da pele as gorduras produzidas pela glândula sebácea. Esse tampão pode inflamar o poro, deixando as lesões avermelhadas, pustulosas e com aparência desagradável."A vitamina A, também chamada de retinol ajuda na saúde da pele, pois tem ação antioxidante e auxilia na restauração de lesões na pele", explica a nutricionista Daniela Jobst, da Unifesp. Esse nutriente também balanceia a produção de secreções das glândulas sebáceas, dificultando que os poros fiquem entupidos e inflamados.

A vitamina A pode ser encontrada com facilidade em alimentos consumidos no dia a dia, mas suas principais fontes são abacate, brócolis, cenoura, espinafre e outros legumes verdes.

Rugas

"A vitamina B2, ou riboflavina, auxilia na saúde da pele, pois ajuda a aumentar a produção de energia. Sua ausência pode provocar lesões na pele e nos lábios, dermatite, entre outras inflamações. Ela também impede o cabelo e as unhas de ficarem secos e quebradiços", explica a especialista. Além disso, essa vitamina promove uma renovação celular mais acelerada, deixando a pele firme e saudável, o que combate rugas e marcas de expressão no rosto.

"O leite é a maior fonte de vitamina B2 que encontramos na natureza e deve fazer parte da dieta de quem busca retardar o envelhecimento da pele. Laticínios, como queijo e iogurte, também são boas fontes de B2", diz Daniela Jobst. Mas as pessoas com alergia a lactose devem tomar cuidado com o consumo desses alimentos e devem procurar outras fontes da vitamina B2, como fígado e folhas verdes.
Cravos
Os cravos são formados pelo acúmulo de substâncias sebáceas nos poros da pele. Esse processo é mais comum quando o indivíduo tem má circulação, o que dificulta o transporte de nutrientes que possam dilatar os poros. A vitamina B3 é importante porque facilita a circulação sanguínea em todo o corpo, inclusive na pele, o que contribui para o metabolismo das gorduras, proteínas e carboidratos.

Envelhecimento

Famosa por ser usada na prevenção de gripe e resfriado, a vitamina C também traz benefícios às células da pele. Um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition examinou as relações entre a ingestão de nutrientes e o envelhecimento da pele em mais de quatro mil mulheres, com idade entre 40 e 74 anos. Foi constatado que a ingestão de vitamina C mais elevada estava associada a uma menor probabilidade de ter uma aparência enrugada e a pele ressecada. Isso acontece porque a vitamina C é um antioxidante natural que auxilia na formação do colágeno, responsável pela elasticidade e firmeza da pele. Segundo a nutricionista Daniela Jobst, a vitamina E também tem a função de antioxidante e protege as células da ação dos radicais livres, o que retarda o envelhecimento da pele.

A vitamina C pode ser encontrada em frutas cítricas, como laranja, limão, abacaxi e morango, além de vegetais, como repolho, cebola e pimentão. Já verduras - como alface, agrião, espinafre e couve -, óleos vegetais, ovos, semente de girassol, soja, banana, carnes e oleaginosas são fontes de vitamina E.

Irritações e lesões na pele

Na hora se barbear ou depilar com gilete, é comum que a pele fique irritada, e em alguns casos, até lesionada. A vitamina B6 tem ação cicatrizante e age no sistema imunológico do corpo, protegendo a pele com inflamações, e também acelerando o processo de cicatrização das feridas. "Essa vitamina pode ser encontrada em batata, banana, peito de frango, semente de girassol, salmão, atum e abacate", diz a nutricionista.


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Mande para longe dificuldades respiratórias com hábitos diários
Rinite, sinusite e bronquite atrapalham a respiração, mas é possível combatê-las
Por Ana Paula de Araujo



Quem tem alguma doença respiratória sabe como um ato tão natural quanto respirar pode se tornar penoso. Em boa parte dos casos, a pessoa respira pela boca, pois o nariz está obstruído demais. No entanto, esse hábito pode se tornar um problema e até levar à rinite crônica. "O nariz tem sistemas de defesa. Quem respira muito pela boca está suscetível a mais infecções", explica o pneumologista Igor Bastos Polonio, da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.

O ato de respirar pela boca traz reflexos até mesmo na postura do indivíduo. A fisioterapeuta respiratória Tânia Lucia Nen, presidente da Associação Brasileira de Asmáticos (ABRA), afirma que esse tipo de respiração incorreta leva a alterações na coluna, como escoliose e postura cifótica (ombros caídos para frente). "Crianças que dormem de boca aberta e respiram por ela podem ter deformidades no tórax e postura da coluna alterada", pontua. Essas alterações também acontecem no céu da boca, o que pode resultar em um quadro de apneia do sono.

Afaste-se dos causadores desses problemas

É possível respirar bem e pelo nariz, mesmo tendo rinite, sinusite ou outro mal respiratório. Em casos de rinite alérgica, segundo o pneumologista Igor, a primeira atitude é se afastar do agente causador da alergia, seja ele ácaro, pêlo de animais, pólen, carpete, cortina, fumaça de cigarro, entre outros.

De imediato, já poderá haver uma melhora - e essa é a hora do médico associar medicação, caso seja necessário. "O tratamento é a medicação nasal e, em casos sem resposta, cirurgia pelo otorrino", explica o especialista.

Reeduque sua respiração

Outros auxiliadores também podem ser associados em busca de melhorias na respiração. A fisioterapia respiratória se destaca e, em casos de alterações na postura, une-se ao RPG (reeducação postural global). Essa fisioterapia, conta Tânia, corrige os padrões respiratórios, aumenta capacidade respiratória, ventilação e oxigenação pulmonar e, com isso, torna o pulmão mais resistente a crises de asma, além de diminuir a secreção.

O primeiro passo é o profissional de fisioterapia auxiliar o paciente a limpar as vias aéreas. Na desobstrução nasal, a pessoa inclina o rosto para trás para que o fisioterapeuta coloque soro fisiológico em suas narinas. Depois de receber uma massagem nos seios da face, ele estará apto para expelir a secreção para frente.

A terapia também trabalha com o relaxamento da musculatura superior do ombro, que está "bloqueada", aumentando a mobilidade do tórax. "As pessoas que tem problemas respiratórios têm muita tensão nessa musculatura e o diafragma fica bloqueado, é como se desse um nó na gravata", explica a fisioterapeuta.

Apesar de esses processos deverem ser realizados por um profissional, há exercícios que podem ser feitos em casa para melhorar sua respiração. Confira alguns exemplos, ensinados pela fisioterapeuta respiratório Tânia:

Sente-se em uma cadeira e coloque uma mão em cima do umbigo. Respire pelo nariz e solte pela boca, fazendo biquinho pra soprar. Quando for encher os pulmões, mantenha os ombros soltos e a coluna reta. "O paciente vai respirar com a 'barriga', vai relaxar o ombro e crescer a 'barriga', soltar o ar e encolher a barriga, para ajudar a liberar o ar que está preso e renovar a respiração", explica a fisioterapeuta.

Na verdade, a barriga não se encherá de ar, mas sim a parte inferior de seus pulmões que, geralmente, é pouco usada na hora de respirar. Para variar esse exercício, você pode, em vez de deixar seus braços repousados, levantá-los conforme os pulmões se enchem. Ao soltar o ar, solte também seus braços.

Mudar de posição também é válido. Se preferir fazê-lo deitado, de barriga para cima, dobre as pernas pra relaxar a musculatura lombar e, da mesma forma, coloque a mão no abdômen. Depois, tente com as mãos elevadas: levante-as ao inspirar e, ao expirar, abaixe. Tente, ainda, deitando de lado, com as pernas flexionadas - sempre tomando cuidado para manter a coluna reta e os músculos relaxados.

Pratique esportes

O esporte também pode ser um grande aliado. Práticas esportivas, como natação, caminhada, futebol e pilates respiratório (uma modalidade que trabalha especialmente padrões respiratórios) podem até diminuir a inflamação, desde que sejam tomados certos cuidados.

Quem resolve fazer natação, por exemplo, pode ser alérgico ao cloro da piscina. Há, ainda, a questão do ambiente a se praticar a atividade. Se isso acontecer em um ambiente poluído, o quadro respiratório pode piorar. Por todos esses motivos, é importante procurar um médico antes de qualquer prática esportiva - e isso vale para qualquer idade, como ressalta Polonio.

Hidrate-se!

Os líquidos têm importante papel na eliminação da secreção e, logo, na qualidade da respiração. "O pulmão precisa ficar hidratado pra ajudar na eliminação do catarro", alerta ela, que explica que, diante da desidratação, a crise pode piorar.

Inalações também são bem-vindas. Quando feitas da maneira correta, elas hidratam os pulmões e dilatam os brônquios, facilitando o respirar. O ideal, apenas, é que seja feita com orientação de um profissional da saúde.


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Saiba como deixar seu arroz mais saudável na hora do preparo
Temperos prontos, requeijão, manteiga ou a dupla cebola e alho fazem parte desta lista




O arroz - uma das opções mais presentes no prato dos brasileiros - é uma rica fonte de carboidratos, componente essencial de qualquer dieta. Segundo a nutricionista Amanda Epifânio, esse alimento representa um dos carboidratos que mais transmitem sensação de saciedade. "Mastigar o arroz causa muito mais saciedade do que comer batata ou macarrão, já que ele requer um processo de mastigação mais denso que outras massas", explica a especialista.

Aliado ao feijão, então, forma um casamento perfeito. A nutricionista Daniela Cyrulin explica que essa dupla fornece quase a quantidade diária total de proteínas necessárias ao nosso organismo.

Na hora de preparar o arroz, não há uma receita certa.Cada pessoa tem a sua forma especial de cozinhar, acrescentado itens como manteiga, ervilhas, cenoura, entre outros. Mas, afinal, qual é a maneira mais saudável de fazer o tão querido arroz? Compare abaixo e descubra!

Arroz com temperos prontos

Por trás do gostinho caseiro, existem os mesmos perigos do alimento industrializado. A nutricionista Amanda Epifânio explica que, além do cloreto de sódio já presente no sal, esses temperos prontos escondem alto teor de sódio usado para a conservação do produto. "Esse excesso piora o quadro de doenças cardiovasculares e hipertensão", alerta Daniela Cyrulin.

Arroz frito na manteiga

Atenção a essas combinações. Amanda explica que a manteiga é uma gordura animal, então pode ser comparada até mesmo à banha de porco. Ao utilizá-la para refogar o arroz, além de eliminar todos os nutrientes desse grão, você elevará suas taxas de colesterol ruim (LDL).

Arroz com cenoura

Adicionar esse legume é uma boa maneira de variar, além de deixar o arroz mais saudável. A cenoura é ótima fonte de vitamina A, um betacaroteno com efeito antioxidante fundamental para a visão, além de fibras e baixo valor calórico.

Arroz com ervilha

Daniela Cyrulin conta que, assim como o feijão, a ervilha completa os aminoácidos do arroz, fornecendo as mesmas propriedades. No entanto, isso só vale para a leguminosa in natura, já que a em conserva não mantém seus nutrientes. Isso também acontece com seleta de legumes.

Outra vantagem: "Com a ervilha, o arroz também fica mais divertido, bom para deixar o prato das crianças mais colorido", diz Amanda Epifânio, que aconselha, para adultos, misturar uma latinha de ervilhas em conserva no arroz para quebrar a monotonia da dieta.

Arroz com brócolis

Ricos em fibras, ácido fólico, vitamina C, ferro, cálcio e magnésio, os brócolis vão muito bem com massas! Para não perder essa gama de benefícios, Amanda Epifânio aconselha que esse legume seja cozido junto ao arroz. Assim, os nutrientes ficam na água do cozimento.

Arroz com frios

As nutricionistas deixam claro: embutidos só oferecem alto teor de gordura saturada, conservantes e sódio, sem agregar valor nutricional algum ao prato. "Para não deixar o cardápio tão calórico, só se o arroz for acompanhado de carnes brancas", indica Amanda Epifânio.

Arroz com requeijão 

Embora seja uma maneira de variar o sabor do arroz, o requeijão não agrega em nada o valor nutricional do preparo, podendo, inclusive, deixá-lo muito calórico por conta dos altos níveis de gordura. No entanto, a nutricionista Amanda Epifânio revela que o requeijão light é uma ótima opção para incrementar o arroz, substituindo queijo ou creme de leite. Ela apenas alerta que, na hora de cozer o arroz, deve-se prestar atenção à consistência do requeijão light, que costuma ser mais viscoso que o tradicional e, por isso, pode deixar o arroz mais mole.

Arroz carreteiro

Embora seja delicioso, esse típico prato da culinária brasileira pode aumentar alguns pontinhos na balança, mesmo se consumido moderadamente, alerta Amanda Epifânio. "O problema do arroz carreteiro é que ele tem carne seca, linguiça e bacon no mesmo prato, ou seja, muita proteína com alto valor calórico, gordura saturada e sódio", pontua Daniela Cyrulin. Para o consumo, as duas especialistas aconselham escolher apenas uma dessas três fontes de proteína e incluir salada nesse prato.

Arroz à grega

Essa receita, além de saborosa, leva consigo uma combinação muito interessante. A já citada cenoura, presente no arroz à grega, é rica em fibras e betacaroteno. Já o milho é um carboidrato complexo, enquanto a ervilha, quando combinada com arroz, tem poder similar ao do feijão de fornecer quase todos os aminoácidos que nosso corpo precisa.

Arroz com alho e cebola

Eis aqui a clássica combinação da culinária caseira, eleita com unanimidade pela dupla de nutricionistas Amanda Epifânio e Daniela Cyrulin como o preparo mais saudável. A cebola é rica em flavonóides, substância antioxidante também encontrada na versão crua do alho. Para refogar - seja usando apenas alho e cebola ou com incrementos -, esqueça o azeite, que perde todas suas propriedades quando esquentado. Use óleos vegetais, de preferência de canola ou soja, uma colher de sopa para cada duas xícaras de arroz cru. "Ou, melhor ainda: refogue a cebola e o alho em uma panela com o fundo coberto com água, sem óleo. Assim, você não precisa adicionar gordura no preparo do arroz", indica Daniela.


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Temperos substituem o sal e deixam sua comida muito mais saudável

Dicas de ervas que, além de saborosas, fazem bem para a saúde do seu corpo



O sal é um dos vilões mais temidos da atualidade, mas também é o menos combatido. Isso porque desde sempre nós nos acostumamos a comer tudo com uma bela pitada de sal. E se fosse só essa pitada, tudo bem! Mas, o que torna o sal um grande vilão é que ele é a principal fonte de sódio que consumimos, podendo causar aumento da pressão arterial levando a problemas mais sérios de saúde, como a hipertensão e sobrecarregar os rins.

Porém, manter o sal longe do prato ou pelo menos diminuir as quantidades dele nas receitas pode ser mais fácil do que você imagina. A substituição do mineral por outros temperos naturais dá novo gostinho às preparações e ainda por cima promove uma onda de boa saúde. "Os temperos naturais ou condimentos melhoram o sabor, aroma e aparência dos alimentos preparados", explica a nutricionista Maíra Malta, da Unesp. Por isso, confira abaixo alguns temperos que te ajudam a se manter longe do sal.
Alho e Cebola: Os acompanhamentos básicos de quase todos os nossos pratos fazem muito bem a nossa saúde. "O alho, por exemplo, contribui para a diminuição da pressão sanguínea e dos níveis de colesterol. Já a cebola inibe a ação de algumas bactérias e fungos prejudiciais ao nosso organismo e diminui os riscos de trombose e aterosclerose", diz a especialista. A duplinha também ajuda na prevenção de alguns tipos de câncer, como o de pulmão, estômago, próstata e fígado.

Sálvia: Esta erva é usada como condimento e como planta medicinal por sua ação anti-inflamatória e por ser estimulante da digestão. "A sálvia é indicada nos casos de falta de apetite, edema, afecções da boca, afta, tosse e bronquite. Fica ótima com massas e aves", diz Maíra Malta. A sálvia pode ser usada tanto em pó como as folhas inteiras.

Manjericão: A erva já é amiga da cozinha há muito tempo. Você provavelmente já a usou diversas vezes e seu gostinho inconfundível é o toque que falta em molhos vermelhos, tortas, saladas ou no clássico molho pesto. "O manjericão, além de muito gostoso, é amigo do sistema cardiovascular e acalma os espasmos da digestão. Quando utilizado em grandes quantidades, é um ótimo fortificante e antigripal."

Alecrim: A planta confere um gostinho leve e especial quando usada na preparação de carnes vermelhas ou peixes. No arroz e em sopas é uma boa pedida também, perfumando o prato e a cozinha. "O alecrim faz bem porque combate o vírus da gripe e previne doenças dos rins, da retina e da catarata."

Salsa: A salsinha também já é famosa conhecida de quem cozinha. Seja ela desidratada ou em folhas frescas, confere aos pratos um sabor leve e agradável, além é claro, de também ser uma aliada do nosso organismo, pois, como ensina a nutricionista, a salsa combate doenças do coração e dos rins.

Pimentas: Não é só na Bahia que este condimento é popular. Há quem ame e quem não viva sem. Mas, o importante é saber que a pimenta é muito mais do que um sabor afrodisíaco. O sabor ardido é por causa da capsaicina, substância antioxidante de ação curativa. "Além de prevenir alguns tipos de câncer e de reduzir o colesterol ruim (LDL) do sangue, a pimenta também acelera o metabolismo e, por isso, auxilia no emagrecimento."

Coentro: Tantos as folhas como as sementes do coentro são ricas em ferro e vitamina C, alivia indigestão e tem poder calmante.

Estragão: Apesar de não ser muito conhecido, pode ser facilmente encontrado nas lojas de temperos ou até em supermercados. Suas folhinhas são parecidas com erva-doce. Experimentar estragão vai garantir um sabor novo, levemente adocicado, à comida, além de aliviar a cólica menstrual e auxiliar na digestão.

Hortelã e menta: Estas duas plantinhas são na verdade parte de um mesmo gênero, a Mentha. Os sabores são muito parecidos e, por isso, ambos caem muito bem como complemento de peixes, carnes e molhos. Além de refrescantes, a nutricionista Maíra Malta nos ensina que essas plantinhas são ótimas para a digestão e proporcionam alívio para crises de bronquite, cólica estomacal e intestinal, dores, gripes e tosses. Com o tempo seco, o temperinho cai muito bem.

Louro: Caldinhos de feijão, sopa de legumes e carnes recheadas ficam com um sabor todo especial quando acrescentamos duas ou três folhinhas de louro. "Além de perfumar, os chás das folhas de louro proporcionam alívio contra gases", ensina a nutricionista.

Orégano: Não é só na pizza que o orégano é bem-vindo. Muitas pessoas evitam o tempero por considerá-lo forte demais, por isso, o segredo é colocar apenas uma pitadinha, combinada outros ingredientes. As folhas de orégano fresco dão ainda mais aroma ao prato.

Tomilho: Esta erva é muito versátil porque pode ser usada em praticamente tudo na cozinha. Sem contar que é bom para aliviar distúrbios intestinais e prevenir inflamações. Além de muito saborosa, a plantinha é também muito bonita com suas folhas verdes em formato de coração e pequenas florzinhas. Por isso, além de usá-la como tempero, vale também investir na decoração do prato.

Açafrão: Está faltando uma corzinha no seu prato? Invista no açafrão. Além de proporcionar um sabor agradável, deixa o prato mais colorido, com tom amarelado. Muito usado na culinária Mediterrânea, o condimento tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatória que melhoram a digestão.

Gengibre: Bom e velho conhecido dos japoneses, o gengibre com seu sabor picante e adocicado, pode ser usado tanto em doces como salgados, além de ser bom acompanhamento para sucos e sopas. "O gengibre tem propriedades que combatem a dor de cabeça, o enjoo e as náuseas. Por ser também um alimento termogênico, o gengibre aumenta a temperatura do corpo, obrigando o organismo a gastar mais energia", ensina a nutricionista da Unesp Maíra Malta.


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Uso do celular pode trazer prejuízos à saúde
Organização Mundial da Saúde classifica o aparelho como "possivelmente cancerígeno"
Por Fernando Menezes



Você já imaginou sair de casa sem levar o telefone celular? Para muita gente, está cada vez mais difícil desapegar do aparelho. No entanto, o uso frequente do celular levanta questões sobre os possíveis problemas que os sinais emitidos por ele podem causar à saúde do nosso organismo. Na última semana, a Organização Mundial da Saúde levantou a polêmica novamente ao classificar o celular como "possivelmente cancerígeno", mesma atribuição dada ao chumbo e ao clorofórmio.

Uma equipe de 31 cientistas de 14 países, incluindo Estados Unidos, tomou a decisão depois de analisar estudos revisados por especialistas sobre a segurança de telefones celulares. Essas pesquisas mostraram que pessoas que usam celular durante mais de 30 minutos pode dia por mais de dez anos têm risco maior de câncer no cérebro. Os cientistas dizem que essas provas são suficientes para classificar a exposição como "possivelmente cancerígena para os seres humanos". Muitas instituições da ONU já aconselham seus funcionários a usar telefones celulares com menos frequência.

Além do câncer, os cientistas estão preocupados com outros riscos que esse aparelho pode trazer. Um estudo recém-divulgado pela Universidade de Viena afirma que as pessoas que usam o celular 10 minutos por dia, e que fazem isso há pelo menos quatro anos, têm 70% mais chances de desenvolver zumbido crônico no ouvido. E os problemas não param por aí: até a fertilidade masculina pode ser afetada pelas ondas emitidas pelo celular.

Segundo um estudo do Centro de Pesquisa Reprodutiva dos Estados Unidos, em Cleveland, o celular estaria relacionado com a infertilidade masculina por aumentar a temperatura dos testículos. E o problema ocorreria justamente porque a maiorias dos homens guarda o aparelho no bolso da calça, próximo aos testículos. Os pesquisadores descobriram que os homens que usavam o celular mais de quatro horas por dia tinham sua produção de espermatozoides diminuída em 50%.
Mas como essa tecnologia começou a ser utilizada em grande escala há menos de 20 anos, ainda faltam mais estudos que cheguem a resultados claros sobre os efeitos que o celular pode causar no corpo humano em longo prazo. Mas já dá para ter uma boa ideia que é preciso usá-los de forma consciente.
Como o celular interfere no nosso organismo?
Os aparelhos móveis emitem um sinal conhecido como ondas de rádio ou ondas eletromagnéticas. É o mesmo princípio dos aparelhos de rádio. Essas ondas invisíveis penetram em nosso corpo, podendo causar mudanças sutis no funcionamento das células.

A maior preocupação até agora tem sido o possível aumento de temperatura do organismo causado pela exposição a essas ondas. Na frequência certa, elas causam uma agitação nas moléculas de água, aumentando a temperatura interna de qualquer organismo celular que tenha água em sua composição. É essa a lógica de funcionamento dos aparelhos de micro-ondas para esquentar alimentos rapidamente.

Risco de tumores
Além do aumento de temperatura no interior do corpo, há dúvidas sobre a influência que as ondas eletromagnéticas provocam no desenvolvimento de tumores, já que essas ondas poderiam ser radioativas e mudar o funcionamento das células. "Não há nenhum estudo em grande escala que comprove que o uso de celulares deixe as pessoas mais propensas a desenvolver qualquer tipo de tumor", esclarece Mário Sérgio Lei Munhoz, chefe do departamento de otoneurologia na Universidade Federal de São Paulo, que estuda os efeitos do celular no aparelho auditivo e no cérebro humano. "Nos Estados Unidos estão sendo feitas pesquisas mais completas sobre o assunto, mas elas só serão concluídas daqui a no mínimo três anos. Até aqui, o máximo que observamos foram casos isolados, que não apresentam características que consigam provar qualquer tipo influência especifica dos celulares". Mesmo com esses estudos ainda incompletos, a OMS optou por classificar o celular como um possível causador de tumores.

Além disso, a influência que nós sofremos desses tipos de sinais não fica restrita ao uso de celulares. As antenas de emissoras de rádio e das próprias companhias de telefonia nos bombardeiam constantemente com esses tipos de ondas. Por isso a influência dos celulares é difícil de ser detectada. "Uma pessoa que frequenta todo dia a Avenida Paulista, por exemplo, está muito mais exposta a esse tipo de onda do que uma pessoa que usa celular diariamente", explica Munhoz.
Influência no marca-passo
Outra dúvida comum sobre o celular é se suas ondas eletromagnéticas podem prejudicar o funcionamento do marca-passo, um pequeno aparelho que controla as batidas do coração por meio de estímulos elétricos em certo intervalo de tempo.

Segundo o cardiologista Paulo de Tarso Jorge Medeiros, do hospital Beneficência Portuguesa, e membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o uso de aparelhos que emitem esse tipo de onda por pessoas que usam marca-passo não é proibido. "Antigamente havia uma preocupação maior com as ondas eletromagnéticas dos celulares. Hoje em dia, os avanços nas tecnologias dos dois aparelhos impedem que o celular cause um dano irreversível ou fatal ao paciente. Vários celulares inclusive possuem um selo avisando que as ondas que ele emite não afetam o marca-passo."
A influência que nós sofremos desses tipos de sinais não fica restrita ao uso de celulares As antenas de emissoras de rádio nos bombardeiam constantemente com esses tipos de ondas
No entanto, a Sociedade Brasileira de Cardiologia faz algumas recomendações para as pessoas que usam o aparelho cardíaco. "Há apenas duas recomendações para esse tipo de paciente: que elas não coloquem o celular no bolso da camisa e que sempre segurem o celular com o braço oposto que se encontra o marca-passo, para diminuir o contato entre os dois aparelhos", diz Medeiros.

Os pacientes que usam marca-passo devem evitar ficar próximos de ímãs muito potentes, que podem mudar o funcionamento do aparelho cardíaco. Além disso, máquinas de ressonância magnética, que interferem no marca-passo e podendo até tirá-lo do lugar em que foi colocado, causando problemas sérios para o coração do paciente.
Bactérias no celular
Assim como no teclado de computadores e telefones, os botões dos celulares também acumulam muitas impurezas. Uma pesquisa no Brasil feita em 2007 pelo biomédico Roberto Figueiredo, que ficou conhecido como Dr. Bactéria quando tinha um quadro no programa Fantástico, provou que há mais bactérias nos celulares do que em solas de sapatos.

Figueiredo coletou amostras dos botões dos telefones e as comparou com amostras tiradas da parte de baixo dos sapatos. Depois de uma análise feita em laboratório, ficou provado que a quantidade de organismos que podem causar doenças é maior nos aparelhos eletrônicos do que nos calçados.

Outra pesquisa feita na Irlanda pela Craigavon Area Hospital Group Trust mostrou que 96% dos 200 celulares analisados tinham a presença de bactérias e outros organismos causadores de doenças como a gripe e a pneumonia. Devido à proximidade do celular com a boca, olhos, nariz e ouvidos, o problema se torna ainda mais grave.
Como usar de modo saudável
Se você está preocupado com o uso do celular, e que evitar possíveis problemas, aqui estão cinco dicas simples para diminuir as influências que ele pode causar, publicadas pela International EMF Collaborative, um grupo de estudiosos dos Estados Unidos e do Reino Unido que estuda os efeitos do celular em nosso organismo.

1-Mande mais mensagens: Procure falar menos. Não é preciso colocar o celular no ouvido para deixar um recado ou para falar poucas palavras. Quando precisar fazer isso, mande uma mensagem de texto. Digitando um texto você afasta o aparelho de perto de sua cabeça, e diminui o contato do seu cérebro com as ondas eletromagnéticas.

2- Use o viva-voz: Se o seu celular tiver essa opção, coloque ele no viva-voz durante a ligação. Quanto maior a distância entre a orelha e o celular, menor a chance dos ouvidos serem prejudicados pelo volume do fone.

3- Mude o ouvido: Se a ligação está durando muito, mude o lado que está em contato com o celular de 30 em 30 segundos. Esse intervalo é suficiente para que não haja o aquecimento e diminui as chances de ter problemas auditivos.

4- Limpe-o com álcool gel: Para desinfetar o teclado do celular, basta passar um pano com um pouco de álcool gel, aquele que ficou famoso durante o surto da gripe suína. Esse desinfetante evapora rapidamente, e se usado sem exageros, não danifica o funcionamento de aparelhos eletrônicos.

5- Fale menos ao celular: Se possível, não faça conversas longas nesse aparelho. Se alguém ligar, peça para entrar em contato com o telefone fixo ou avise que ligará mais tarde. Não custa tentar.


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Pimenta protege o coração e ajuda a dieta
Quanto mais ardida ela for, maior seu poder de ação contra doenças
Por Natalia do Vale



Conhecidas por seu poder afrodisíaco e gosto ardido, as pimentas fazem o maior sucesso no prato dos brasileiros e vira e mexe aparecem como protagonistas de mais um novo estudo sobre seus benefícios para a saúde.

Além de melhorarem a digestão, elas protegem o organismo contra alguns tipos de câncer e fazem seu corpo queimar gordura, reduzindo os níveis de colesterol, porém, quando consumida em excesso, podem comprometer a saúde do aparelho digestivo.

"A pimenta tem muitas vitaminas e antioxidantes importantes para o organismo, mas quem tem problemas de gastrite ou úlcera deve tomar cuidado ao consumi-la, pois, uma pequena dose da fruta pode irritar ainda mais as paredes do estômago ou intensificar os sintomas da hemorroida", explica a nutricionista da Unifesp Carla Fiorillo.

Vitaminas A e C na medida certa Segundo o médico homeopata Marcio Bontempo, autor do livro Pimenta e seus Benefícios à Saúde, além de ter princípios ativos como capsaicina e piperina, a fruta é muito rica em vitaminas A, E e C, ácido fólico, zinco e potássio.

Tem, por isso, fortes propriedades antioxidantes e bioflavonoides, pigmentos vegetais que previnem o câncer. Graças a essas vantagens, a fruta já está classificada como alimento funcional, o que significa que, além de seus nutrientes, possui componentes que promovem e preservam a saúde.

Queima gordura?

Um estudo realizado por cientistas do Centro de Ciências Alimentícias de Wageningen, na Holanda, revelou que a capsaicina (responsável pelo ardor da pimenta) seria bastante eficaz no processo de emagrecimento porque formaria uma espécie de bolsão energético durante as refeições, onde parte da energia ingerida ficaria armazenada para ser gasta mais tarde, assim o corpo, abastecido, não sentiria fome.

"Para quebrar os nutrientes da comida e absorvê-los, nosso aparelho digestivo gasta muito combustível. A capsaicina faz com que ele, nas horas de serviço pesado, se abasteça e forme depósitos gordurosos. Depois, vai dosando o fornecimento de energia de modo a deixar o corpo saciado por mais tempo. Tal processo exige grande gasto calórico do organismo, que eleva sua temperatura para realizá-lo, daí o emagrecimento", explica Marcio Bontempo.
Já para a nutricionista da Unifesp, Carla Fiorillo, a pimenta possuir tais propriedades, porém, todos os estudos que indicam para estes resultados revelam o uso de uma dose bastante elevada de pimenta no cardápio dos pacientes, o que demonstra que a eficiência da fruta no emagrecimento está diretamente ligada a quantidade consumida:

"quando se fala em benefícios ou malefícios da pimenta para o organismo, deve-se levar em consideração a quantidade ingerida. Embora não haja uma dose diária recomendada, sabemos que os efeitos da fruta só ocorrem quando ela é ingerida em grandes quantidades, por isso, é preciso ter cautela para não achar que uma pimenta por dia resolve todos os problemas", explica.

Colesterol zero

Como a capsaicina ajuda a queimar gordura do corpo, diminui os níveis de colesterol ruim (LDL) do sangue e evita o acúmulo de gordura na parede das artérias, protegendo o organismo das doenças cardiovasculares.

Uma pesquisa da Faculdade de Nutrição da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, com ratos, comprovou que a pimenta diminui mesmo o risco de doenças cardiovasculares, maior causa de mortes no Brasil.

Por duas semanas, um grupo de cobaias recebeu, todos os dias, uma pequena dose de extrato de pimenta dedo-de-moça, a mais consumida no país para efeito de teste.

No fim do período, os cientistas compararam o sangue dos ratos que consumiram a pimenta com o do grupo que não a consumiu e os resultados foram impressionantes: houve redução de até 45% do colesterol total dos ratos que consumiram a fruta.

"Ainda falta determinar quanto é necessário consumir para que a pimenta traga todos esses benefícios. O que se sabe é que o brasileiro a come muito pouco. Na Tailândia, por exemplo, ela é a estrela das receitas simples e sofisticadas. Lá, o consumo chega a dez gramas por dia. No Brasil, não passa de meio grama por pessoa", explica Márcia Keller Alves, nutricionista que fez parte da equipe de pesquisa.

Quanto mais ardida melhor

A capsaicina é o princípio ativo responsável pelo ardor que sentimos quando comemos a pimenta. Além de conter antioxidantes poderosos na ação contra os radicais livres, ela eleva a temperatura do corpo auxiliando na redução do colesterol e na queima de gordura: "esta substância eleva a temperatura do corpo acelerando o metabolismo e a quebra de gordura, por isso auxilia no emagrecimento, porém, para se obter resultados expressivos é preciso ingerir grande quantidade da fruta, senão não funciona", explica Carla Fiorillo.

Como o ardor da pimenta é causado pela presença da capsaicina, substância responsável pelos efeitos antioxidantes da fruta, quanto mais ardida ela for, mais capsaicina tem e maior sua ação curativa no organismo: "sabe a velha historia de que os melhores remédios são os mais amargos? No caso da pimenta a gente pode adaptar o amargo para o ardido. Quanto mais ardida ela for, maior sua ação", explica a nutricionista da Unifesp.

Cuidado, pode causar úlcera

Se por um lado a pimenta traz muitos benefícios para a saúde e ajuda a ficar em dia com a balança, por outro, pode se transformar em um veneno para quem tem problemas de gastrite ou úlcera.

A nutricionista Carla Fiorillo explica que a pimenta irrita as paredes do estômago fazendo com que ele produza mais ácido do que o normal para neutralizar a ação da capsaicina, mas que apenas a longo prazo e em grandes quantidades sua ingestão provocaria lesões graves no estômago: "seria preciso consumir muita pimenta e durante anos para desenvolver o problema. O mais comum é que pessoas que já tenham gastrite ou úlcera piorem com a ingestão da fruta, mas não dá para dizer que consumir pimenta causa úlcera", explica.


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Mantenha-se saudável mesmo em uma dieta com restrições
Intolerância a glúten e outras dietas não devem ser um empecilho à saúde
Por Carolina Gonçalves



É sempre muito comentada e exaltada a importância de manter uma alimentação balanceada, que inclua todos os grupos alimentares. Algumas pessoas, porém, não comem determinados alimentos - por escolha própria ou intolerância a alguma substância - e podem ter mais dificuldades para ter uma dieta saudável.

Entretanto, fazendo as substituições certas, é perfeitamente possível adquirir todos os nutrientes necessários, mesmo deixando alguns alimentos de lado. Separamos as dietas restritivas mais comuns e conversamos com duas nutricionistas, que indicaram as alternativas ideais para cada uma delas.

Vegetarianismo

Em uma dieta vegetariana, que corta toda a carne e derivados de animal da dieta, o maior desafio é conseguir suprir a necessidade diária de proteínas, ferro e vitaminas do complexo B, cujas principais fontes são alimentos de origem animal. "Ao mesmo tempo, uma dieta vegetariana equilibrada pode nivelar o colesterol e reduzir os riscos de doenças cardiovasculares", diz a nutricionista Vivian Goldberger, do Emagrecentro.

Segundo Vivian, a ausência de proteínas de origem animal pode causar anemia ferropriva, que é causada por insuficiência de ingestão de ferro. Por isso, a nutricionista Amanda Epifânio, do Citen, explica que o consumo de proteína vegetal é fundamental para os vegetarianos não sofrerem com a deficiência protéica.

A proteína vegetal pode ser encontrada em leguminosas como feijão, lentilhas, ervilha seca, proteína texturizada de soja e castanhas. "A vantagem de uma dieta com esses alimentos como fonte protéica é a ausência de gorduras e a presença de fibras", conta Vivian.

Já para alcançar as necessidades de ferro e vitaminas do complexo B, os vegetais de coloração verde-escuro devem estar presentes diariamente nas refeições, tanto no almoço como no jantar. Algumas opções são rúcula, agrião e espinafre. Vivian também diz que é possível aumentar a capacidade de absorção do ferro combinando esses vegetais com suco de laranja, limão ou acerola, ricos em vitamina C que facilita o aproveitamento do ferro.

Colesterol alto

Pessoas com altas taxas de LDL, conhecido como colesterol ruim, correm o risco de formar placas de gorduras prejudiciais ao organismo, aumentando a chances de desenvolver uma doença cardiovascular.

Vivian afirma que apenas a fração HDL, o colesterol bom, é capaz de remover o excesso de LDL no sangue, evitando o entupimento das artérias. "O ideal são taxas de LDL baixas e HDL altas", diz a nutricionista.

Por isso, as gorduras, principalmente dos alimentos de origem animal, leite e carnes, devem ser evitadas no cardápio diário. "Entretanto, não há necessidade de abolir completamente esses grupos alimentares do cotidiano", alerta Amanda Epifânio, que explica que o ideal é buscar versões mais magras desses alimentos, como leite desnatado, queijo branco e cortes de carne bovina magros, como coxão mole ou coxão duro.

A dieta adequada para pessoas que precisam controlar o colesterol deve ser rica em gorduras monoinsaturadas, frutas, verduras, legumes, fibras e grãos integrais. Confira os principais alimentos aliados:

- Oleaginosas, como avelã, castanhas, amêndoas e nozes, que possuem gorduras monoinsaturadas;

- Suco de uva natural com casca, que é rico em uma substância chamada resveratrol, que ajuda a diminuir o colesterol e tem função antioxidante;

- Frutas cítricas, que reforçam as paredes das artérias e combatem a formação das placas de gordura; - Abacate, rico em gorduras monoinsaturadas, o que auxilia nas taxas de HDL;

- Alho, por possuir compostos sulfurados, que diminuem as taxas de LDL e impedem seu acúmulo nas paredes das artérias;

- Cebola, que diminui a obstrução dos vasos e a formação de placas de gordura.

Já os óleos vegetais não devem ser excluídos completamente da dieta. Amanda explica que não são eles os responsáveis diretos pelo aumento do colesterol. "Óleos vegetais, quando consumidos em excesso, contribuem para o ganho de peso, e esse sim pode contribuir para elevação do colesterol", conta a nutricionista.

O ideal é manter o consumo de óleo vegetal na alimentação, pois são fontes importantes de Omega 3 e Omega 6. "Mas sempre com moderação, que é o lema da alimentação saudável", completa Amanda.

Intolerância à lactose

A intolerância à lactose ocorre por uma produção insuficiente de uma enzima chamada lactase, responsável por digerir a substância. Os sintomas mais comuns são diarréia, distensão abdominal, gases e má digestão. Porém, só é possível fazer um diagnóstico preciso após ir ao médico e fazer uma série de exames.

O intolerante precisa suspender alimentos fontes desse elemento, ou seja, leite e derivados. A grande questão é que excluir essas opções da dieta causará, inevitavelmente, uma restrição do consumo de cálcio, nutriente fundamental para a saúde óssea. Cerca de 70% do cálcio da alimentação humana vem do leite e seus derivados.

A melhor forma de manter a dieta saudável, nesses casos, é buscar outros alimentos que sejam ricos em cálcio. "A indústria de alimentos contribuiu significativamente para o tratamento adequado dessa intolerância", diz Amanda. "Hoje, podemos contar com leite sem lactose, por exemplo", completa. Também há outros alimentos que já são suplementados com cálcio, como o leite de soja. Mas lembre-se sempre de conferir na embalagem se aquele produto possui a suplementação adequada.

Algumas pessoas são intolerantes apenas a alguns alimentos que contém lactose, afirma Vivian. "Com o tempo e a adaptação de novos hábitos alimentares, a própria pessoa aprenderá sobre quais alimentos lácteos poderá ingerir sem sentir sintomas", diz a nutricionista.

Entre as opções não lácteas que são ótimas fontes de cálcio estão as oleaginosas, e vegetais escuros - como brócolis, couve e repolho -, além de aipo, erva-doce, feijão verde, aspargos, cogumelos e semente de gergelim.

Intolerância a glúten

Para algumas pessoas, a ingestão de glúten provoca danos na parede do intestino delgado, causando a chamada doença celíaca. O glúten, ao chegar ao intestino da pessoa intolerante, estimula a produção de anticorpos, principalmente as imunoglobulinas do tipo IgA. Esses anticorpos diminuem e atrofiam as chamadas vilosidades do intestino, que são pequenas ?pregas? responsáveis pela absorção de nutrientes.

A consequência desse atrofiamento é a dificuldade de absorver nutrientes, principalmente gordura, cálcio, ferro e ácido fólico. Os principais sintomas são: diarréia, gases, fraqueza, perda de peso devido à má absorção dos nutrientes, anemia, osteoporose e deficiência no crescimento em crianças.

Os alimentos que contem glúten se dividem em quatro grupos: trigo, cevada, aveia e centeio. Pessoas celíacas devem evitar qualquer prato feito com esses ingredientes. Dessa forma, é preciso encontrar alternativas saborosas que substituam os pães, massas, biscoitos, bolos e muitos outros alimentos.

As nutricionistas dão algumas dicas de alternativas saudáveis:

- Derivados do milho, como amido de milho, farinha de milho, canjica e fubá;
- Arroz e derivados, como a farinha de arroz;
- Fécula de batata;
- Derivados da mandioca, como a farinha de mandioca, o polvilho azedo, o polvilho doce e a tapioca.

"Infelizmente, o investimento da indústria alimentícia em produtos isentos de glúten ainda é muito discreto. Por isso, o ideal é a mudança de hábitos por conta própria para alcançar uma alimentação mais nutritiva e saudável", diz Amanda.

No mercado, os produtos industrializados geralmente indicam no rótulo se são isentos de glúten. Vivian alerta que sempre vale dar uma conferida. Alimentos com a indicação "NÃO CONTÉM GLÚTEN" podem ser consumidos.

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