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28 de setembro de 2011

DEU NO CINFORM: Estádio em Propriá pode virar supermercado


Um dos clubes mais antigos do futebol sergipano, o Esporte Clube Propriá está com o seu único patrimônio, o estádio Constantino Tavares, ameaçado. De acordo com denúncias de desportistas e políticos do município, uma grande rede de supermercados estaria sondando o clube sobre a possível venda do estádio.

“A informação vazou e ficamos sabendo que a prefeitura, juntamente com representantes do clube, se reuniu com a empresa que está interessada no terreno”, afirma o vereador e também desportista Genival Moreira, também conhecido como Gena.

Popularmente chamado de o ‘Alvoengo do Baixo São Francisco’, o time foi fundado em 1911, quando foi batizado de Sergipe Futebol Clube. O clube vai comemorar o seu centenário no dia 12 de outubro de 2013.
Preocupados com a desvalorização do esporte no município, ex-jogadores e torcedores decidiram se reunir e lutar pelo patrimônio do time e da cidade. O professor de História e Cultura Sergipana e também desportista, Claudomir Tavares da Silva, decidiu procurar o Cinform para denunciar e tentar impedir a venda do estádio.

De acordo com ele, além do interesse por parte da rede de supermercados, o próprio clube também estaria interessado no negócio, já que estaria passando por sérias dificuldades financeiras. Além disso, o estádio Constantino Tavares está em péssimas condições, fazendo com que o clube dispute o campeonato no estádio Durval Feitosa, que pertence ao seu arqui-inimigo, o América de Propriá.

“O estádio está, sim, em um péssimo estado, parece um pasto. Mas a grande preocupação dos esportistas é com o valor histórico e com a memória do time. Além disso, o estádio cumpre um grande papel social”, afirma Claudomir.

Segundo ele, trinta times amadores, quinze times veteranos, além de Escolinhas de Futebol fazem uso das instalações do Constantino Tavares. “Não temos nada contra a presença de um novo supermercado na cidade, mas não queremos a destruição de um espaço que é dedicado ao esporte”, enfatiza.

Buscando apoio para defender a causa, os desportistas iniciaram uma mobilização na cidade e estão tentando conseguir 3 mil assinaturas. “Quando conseguirmos esse número no abaixo-assinado, poderemos dar entrada na Justiça para tentar impedir a destruição do estádio”, afirma o vereador Gena.

Gena também afirmou que já fez um requerimento solicitando uma resposta por parte da direção do Esporte Clube Propriá. “Tivemos informações de que o Propriá, em troca da venda do estádio Constantino Tavares, pediu a reforma do estádio João Alves e a cessão do uso por vinte anos. Mas o uso seria apenas para profissionais. Agora estamos aguardando a resposta do requerimento”, ressalta.

O Cinform entrou em contato com o secretário de Esporte e Lazer Maurício Pimentel, mas ele afirmou que ainda não tinha informações sobre o assunto.

Por Catarina Gonçalves
Fonte: Cinform

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