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17 de outubro de 2011

Inflação desequilibrada preocupa comércio



Está atestado: a economia brasileira já mostra sinais de enfraquecimento. Um deles é a inflação, que está aumentando a passos curtos, porém constantes. Somente em setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA -, que mede a inflação oficial do país usada como base para as metas do governo, ficou em 0,53%, após subir 0,37% em agosto.

Seria uma margem até aceitável se não fosse o fato de que, no ano, o índice já acumula alta de 4,97% e, nos últimos 12 meses, de 7,31% - o mais alto desde junho de 2005 (7,27%). É aí que a população fica de cabelo em pé. Afinal, quem quer ver os preços mudando de hora em hora como foi nos anos 80 - quando a média chegou a 330% - e meados dos anos 90 - que chegou a 700%? Talvez nem mais os ricos, que são quem ganha com isto.

Os empresários, principalmente os do comércio varejista, que já estão com medo de que isso atinja as vendas de final de ano. "Sempre que o risco de inflação volta a rondar a economia brasileira, o setor comercial é um dos primeiros a sentir os efeitos. Isso porque, estando no meio da cadeia produtiva, pode sofrer reajustes na compra de mercadorias. Já na hora de repassar o valor para o consumidor final, pode ter dificuldades de conseguir vender o produto", explica Alexandre Viana, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe - Acese.

É esse o temor de Walfram Rodrigues, gerente das Lojas Emanuele. Depois de um final de ano próspero como foi o do ano passado, ele aponta que muitos lojistas estão buscando todas as estratégias para lucrar no período natalino sem correr o risco de passar o ano novo com estoque cheio.

"Os lojistas não sabem se compram ou não muitas mercadorias, pois o risco de investir e acabar no prejuízo é muito alto", aponta Walfram. Nas lojas Emanuele, já foram feitos os pedidos de fim de ano com base em uma estratégia: não inchar o estoque de forma exagerada.

CONSEQUÊNCIAS

No fim das contas, muitos acabam tendo prejuízos, seja por não aumentar e assumir o custo do aumento da mercadoria ou então repassando para o preço final e vendendo menos produtos, ficando assim com estoque encalhado. Ambas as situações são extremamente preocupantes. Afinal, como os pedidos para essa época do ano já estão feitos e muitos comerciantes já começam a receber as mercadorias, se a inflação chegar com força, o comércio irá amargar grandes prejuízos.

"Mas essa não é a expectativa. Estamos confiantes que as medidas de contenção do governo federal possam segurar o ritmo de crescimento da inflação e tenhamos um final de ano de crescimento nas vendas. Ainda assim, uma coisa é certa: teremos um retardamento nas vendas, que somente deverão começar a ser aquecidas no final de novembro", diz Alexandre Porto.

Por: Cinform

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