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20 de outubro de 2011

Luis Fabiano desencanta, São Paulo bate Libertad e volta a vencer com Milton Cruz

Com o resultado, o São Paulo agora joga por um empate na partida de volta, no Paraguai, para ficar com a classificação às quartas de final da Sul-Americana


Sob o comando do eterno interino Milton Cruz, que assumiu provisoriamente o comando do São Paulo após a demissão do técnico Adilson Batista, o time do Morumbi conseguiu uma vitória sofrida nesta quarta-feira, fez 1 a 0 no Libertad, do Paraguai, e saiu na frente do adversário no confronto das oitavas de final da Copa Sul-Americana.

Em uma atuação apática, a equipe do Morumbi foi salva graças ao primeiro gol marcado pelo atacante Luis Fabiano desde que retornou ao clube. O ídolo dos torcedores são-paulinos balançou as redes adversárias aos 32 minutos da etapa complementar, depois que Dagoberto desviou de cabeça um cruzamento de Juan pela esquerda, e decretou o triunfo do time.

Com o resultado, o São Paulo agora joga por um empate na partida de volta, no Paraguai, para ficar com a classificação às quartas de final da Sul-Americana. Em sexto lugar no Brasileirão, o time do Morumbi volta suas atenções para o torneio continental, que dá ao campeão uma vaga na Copa Libertadores da América da próxima temporada.

A equipe paulista também interrompe, enfim, uma série de seis partidas consecutivas sem vitória, todas pelo Brasileirão. Antes da contratação de Adilson, pouco depois da queda de Paulo César Carpegiani, Milton Cruz havia dirigido o São Paulo em dois jogos, com duas vitórias e 100% de aproveitamento.

O jogoMilton Cruz era a solução para muitos torcedores, irritados com Adilson Batista. Mas o coordenador técnico, em seu primeiro jogo nesta nova fase interina, não quis mexer demais no esquema de seu antecessor. Embora prometesse alterações, limitou-se a promover os retornos de João Filipe e Juan nos lugares de Xandão e Carlinhos Paraíba, respectivamente.

No esquema tático, o treinador tentou fazer Lucas render ao abri-lo na direita, como ele sempre atuou bem, e até ajustou o sistema com o Cícero fazendo o mesmo pelo outro lado, embora mais centralizado para dar passagem a Juan. Tentativa que até deu certo, mas, em poucos minutos, ficou provado que a alteração necessária era, na verdade, no espírito dos jogadores.

Lucas até se mostrou mais útil usando sua velocidade em busca da linha de fundo. Quando o Libertad, que veio ao Morumbi apenas para marcar, passou a vigiá-lo mais, Juan aparecia como solução pela esquerda. O problema era encontrar espaço para colocar a bola na área. Luis Fabiano mal conseguia ser visto entre defensores aplicados e dispostos a dar chutão sempre que necessário.

Neste cenário, o Tricolor até demonstrou certa vontade com a promessa de ressurreição de Lucas, que rolou para Cícero obrigar Medina a rebater com o peito e evitar o gol aos 16 minutos. O problema é que o lance, em vez de animar o grupo, teve o efeito contrário, inclusive na torcida, demonstrando irritação com seu silêncio.

Era a senha para o Libertad perceber que poderia dar cerca de três passos à frente no objetivo de marcar. O São Paulo não esboçou nenhum incômodo com a nova postura adversária. Continuou estático, tocando a bola sem impor velocidade e tornando a partida sonolenta até para o time paraguaio.

A partir da metade do primeiro tempo, quem mostrou mais entusiasmo foi exatamente a equipe visitante, que pressionou com seus dois atacantes para forçar o erro da dupla de zaga do Tricolor. Rhodolfo e João Filipe cometeram um erro cada um que só não se transformaram em gols de Núñez e Ramírez porque Rogério Ceni estava bem posicionado.

Até o final do primeiro tempo, o São Paulo só conseguiu retribuir com cabeçada perigosa de Rhodolfo após cobrança de falta de Dagoberto. Muito pouco para evitar que se repetisse a cena mais comum na passagem de Adilson Batista pelo Morumbi: vaias. A falta de criatividade não foi perdoada.

Na volta do intervalo, em vez de novidades táticas ou de peças, Milton Cruz resolveu mostrar inovação de espírito, o principal problema do Tricolor. A criatividade não apareceu, mas a maior correria conseguiu impor ritmo de mandante diante de um Libertad excessivamente cautelosa.

Forçando as jogadas pelo alto, como queria o interino desde o início da partida, Luis Fabiano pôde ser mais útil mesmo sem tocar na bola. Logo no começo do segundo tempo, um cruzamento em direção ao centroavante foi desviado no pé de Dagoberto, que mandou rente ao travessão. Na sequência, o próprio camisa 9 girou para forçar Medina a evitar o gol.

Mas foi um ímpeto que durou dez minutos. Os erros em passes depois do meio-campo voltaram a aparecer ainda com mais frequência e a zaga do Tricolor falhava sempre que era acionada. Mais uma vez, Rogério Ceni a salvou em grande defesa, mostrando reflexo em chute de Núñez livre.

Milton Cruz resolveu agir com o objetivo de abrir a equipe como ele tanto insistiu ao colocar Casemiro e Marlos nas vagas de Denilson e Cícero. Mas não conseguiu mais do que cruzamentos errados pela esquerda, já que Lucas quase não foi visto em campo no segundo tempo.

Tudo mudou aos 31 minutos do segundo tempo, quando Juan lançou para Dagoberto, na meia-lua, colocar com a cabeça a bola no peito de Luis Fabiano. Mesmo sem ritmo, o camisa 9 não perdeu sua categoria ao girar e balançar as redes. Como previa Juvenal Juvêncio e a torcida ao repatriá-lo, o ídolo salvou uma atuação pouco inspirada.

FICHA TÉCNICASÃO PAULO 1 X 0 LIBERTAD (PAR)
Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 19 de julho de 2011, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Público: 7.910 pagantes
Renda: R$ 166.516,00
Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai)
Assistentes: Mauricio Espinosa e Carlos Pastorino (ambos do Uruguai)
Cartões amarelos: Juan e Wellington (São Paulo)

Gol:
SÃO PAULO: Luis Fabiano, aos 31 minutos do segundo tempo

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Piris, João Filipe, Rhodolfo e Juan; Denilson (Casemiro), Wellington, Lucas (Rivaldo) e Cícero (Marlos); Dagoberto e Luis Fabiano
Técnico: Milton Cruz

LIBERTAD: Medina; Bonet, Benegas, Canuto e Samudio; Víctor Ayala, Pouso (Cáceres), Sergio Aquino e Civelli; José Ariel Núñez (Maciel) e Robin Ramírez (Menendez)
Técnico: Jorge Burruchaga

Por: Msn Esportes

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