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4 de outubro de 2011

Propriá comemora 510 anos do Rio São Francisco


Riquezas e transformações se confundem com a história do Rio São Francisco, que completa nesta terça-feira, (04), 510 anos de descobrimento. Para lembrar a data, a Prefeitura de Propriá, através da Secretaria Municipal de Cultura e Meio Ambiente está realizando desde ontem uma vasta programação com palestras, atividades educativas e um abraço simbólico, já que nesta cidade, a economia até hoje é movimentada por conta das atividades exploradas nas águas do Velho Chico.

Na manhã de hoje, autoridades, ambientalistas, estudantes e representantes da sociedade civil participaram de diversas ações, a exemplo do plantio de mudas de espécies nativas da região e peixamento em vários pontos do Rio. Durante as atividades, também foram realizadas apresentações do grupo folclórico ‘Lampião, Rei do Cangaço’ e banda Filarmônica Santo Antônio. Ao final, todos se uniram às margens do Velho Chico, em uma corrente para um abraço simbólico. O intuito deste ato é mostrar os danos causados por conta da exploração dos recursos hídricos, minerais, vegetais e humanos de toda a bacia, durante os mais de cinco séculos.

Nesta segunda-feira, o poder público municipal e representantes da Codevasf e Sociedade Semear se uniram e realizaram uma palestra direcionada, principalmente aos estudantes da rede pública municipal de ensino. Neste evento, os jovens tiveram uma aula sobre as questões ambientais na atualidade e as consequências da degradação do meio ambiente no cotidiano da população. No Rio São Francisco, por exemplo, as consequências são o assoreamento, desmatamento, erosão e poluição. Segundo estudiosos, este tipo de impacto ambiental está diretamente ligado à atividade econômica desenvolvida em cada região e ao uso indiscriminado dos recursos naturais, que representa o maior perigo à sobrevivência do rio.

Na avaliação do prefeito, José Américo Lima, o poder público em Propriá não poderia deixar de realizar estes atos tão importantes, já que boa parte da população sobrevive das atividades desenvolvidas no Rio São Francisco. “Nosso intuito é mostrar à população que o Rio São Francisco tem muitas riquezas, porém, por conta da exploração desordenada pode vir a esgotar suas fontes. Nestes atos, pretendemos levar conscientização a cada segmento da sociedade. Assim, formaremos multiplicadores da preservação ambiental”, disse Américo.

O secretário municipal de Cultura e Meio Ambiente, José Alberto Amorim, destacou a preocupação da atual gestão quanto à preservação do meio ambiente e do Rio São Francisco. “O Velho Chico está agonizando e precisamos tomar providências urgentes para reverter esta situação. Por este motivo, o prefeito José Américo Lima apoia ações tão importantes quanto as atividades que estão sendo realizadas desde ontem na cidade. Enquanto gestores, fomos buscar parcerias e o resultado de tudo isso é mobilização da sociedade e de autoridades”, afirmou Amorim.

Para o superintendente regional da Codevasf, Paulo Viana, a companhia vem dando uma contribuição com a execução de ações importantes para o uso racional da água e do solo, além de projetos direcionados à melhoria da qualidade de vida da população ribeirinha, a exemplo dos serviços de esgotamento sanitário e abastecimento d’água nas comunidades. “Na nossa avaliação, a junção de todas essas ações contribuem no processo de revitalização do Rio São Francisco, que vem, ao longo dos anos sofrendo com a degradação”, ressaltou Viana.

O pescador propriaense, Rosivaldo Lessa é apenas um dos exemplos de pessoas que sobrevivem através da pesca artesanal no Rio São Francisco. “Há 39 anos, vivo através da pesca nas águas do Rio São Francisco. Dessa atividade, construí uma família e criei três filhos. Em décadas passadas, foi muito melhor, mas apesar de todas as transformações, ainda é possível ganhar o sustento. Por semana, dar para pescar em torno de 20 kg de peixe, que são comercializados, principalmente, aqui no mercado e em cidades aqui dos arredores de Sergipe e Alagoas”, relatou o pescador.

Rosimeire Alves é uma das vendedroras que comercializam no mercado do peixe Pedro Lessa, em Propriá. “Neste mesmo espaço, comercializo há mais de 20 anos o peixe e o camarão pescados no Rio São Francisco. Nestas águas, muitas histórias se confundem. São famílias, assim como a minha, que vivem da pesca, da comercialização e de diversas outras atividades praticadas aqui. Vendo por dia, cerca de 20 ou 30 kg de peixe. O camarão está mais escasso, mas ainda é possível encontrar este produto”, destacou Rosimeire.

Diego Góes - da equipe Empauta
Fonte/Autor: COCS Propriá

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