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11 de outubro de 2011

Sergipe cumpre o piso do magistério e paga o 5° melhor salário do Brasil


 Sergipe está entre os estados que já cumprem o pagamento do piso nacional do magistério. Levantamento do portal Terra identificou que seis estados ainda não cumprem a lei sancionada pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em julho de 2008. Os estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Maranhão, Pará e Amapá continuam sem pagar o mínimo de R$ 1.187 aos professores.

No dia 28 de setembro, o Governo pagou o reajuste de 10,16% relativos a segunda e última parcela do pagamento do Piso Nacional do Magistério de 2011 aos professores da educação básica. Eles já tinham recebido 5,7% no mês de maio e, com o reajuste, passaram a receber integralmente os 15,87%. Os professores de nível I (com ensino médio) receberam todo o aumento em maio.

De acordo com levantamento do portal Terra junto às secretarias de Educação, os Estados alegam falta de recursos financeiros como principal entrave para garantir o piso da categoria. Em Sergipe, o secretário de Estado da Educação, Belivaldo Chagas, afirmou que, desde janeiro de 2010, o Governo vem pagando o piso nacional do magistério aos professores da rede estadual. “Acabamos de pagar o reajuste proposto para 2011. Isso confirma o cumprimento da lei e o reconhecimento por parte do governador Marcelo Déda da legitimidade do piso do magistério”, destacou.


De acordo com uma pesquisa publicada no portal G1, da Rede Globo, Sergipe paga o 5° melhor salário de professores do Brasil, ficando à frente de estados ricos como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Os salários em Sergipe variam de R$ 1,6 a aproximadamente R$ 6,0 mil. “Se pegarmos o ano de 2006 como referência, o menor reajuste oferecido ao magistério na gestão Marcelo Déda foi de 119,1%, muito acima da inflação, pois, segundo o Dieese [Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos], o INPC [ Índice Nacional de Preços ao Consumidor] do período foi de 27,61%”, afirmou Belivaldo, dando como exemplo o professor com curso superior em final de carreira que, em 2006, recebia R$ 1,595,01 e hoje passa a receber R$ 3.739,48, um aumento de 134,4%.

O secretário lembrou que um professor com doutorado, em final de carreira, ganhava no ano de 2006 o equivalente a R$ 2,556,65, hoje ele passa a ganhar R$ 5,342,10 . “É bom frisar que nos exemplos citados, os professores têm apenas um vínculo e não recebem gratificação de Dedicação Exclusiva e Interiorização, por exemplo”, revela. Belivaldo acrescentou que os avanços salariais devem continuar e acha justo que o professor ganhe cada vez mais. “A melhoria salarial deve servir de estímulo ao professor para que ele ofereça aos alunos cada vez mais uma educação de qualidade”, finaliza.

Fonte - Agência Sergipe de Notícias

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