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22 de novembro de 2011

Marcos Santos é preso, depois de se apresentar à Polícia Civil

Mandado de prisão foi expedido pelo presidente do Tribunal de Justiça


O prefeito de Traipu, Marcos Santos (PTB), apresentou-se à Polícia Civil na manhã desta terça-feira (22), após o Tribunal de Justiça ter determinado a prisão preventiva dele na última sexta-feira (18).

Marcos Santos será levado inicialmente para Casa de Custódia da Polícia Civil, no bairro do Farol, e deve aguardar decisão judicial, que decidirá novo local em que deve permanecer recolhido. A prisão foi pedida pelo Ministério Público Estadual e decretada pelo desembargador Sebastião Costa Filho.

Em entrevista coletiva concedida após a prisão do prefeito, o procurador geral de justiça, Eduardo Tavares, disse que há 90 dias foi iniciada uma investigação sobre as contas do município de Traipu. “Descobrimos que o prefeito tomou conta do dinheiro público como se fosse dele. Apenas dos fundos municipais, os desvios devem ultrapassar os sete milhões de reais. Outra investigação está sendo conduzida pelo Ministério Público Federal referente aos fundos federais”, afirmou.

Ação contra prefeito é criminal

Tavares explicou que a ação movida contra Marcos Santos é criminal. Ele é acusado de crimes contra a administração pública, como corrupção e fraude. Uma investigação à parte está sendo realizada contra o prefeito no que diz respeito a crimes contra a vida.

Para o promotor Luiz Vasconcelos, coordenador do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público Estadual (Gecoc), Marcos teria usado vários métodos para fraudar o erário público. “Ele criou empresas com sócios ‘laranjas’, que sempre ganhavam as licitações; locava veículos para assessores que jamais prestavam serviços; utilizava notas ficais frias, entre outros meios. A maior parte do patrimônio do acusado está em nome de terceiros”, contou.

MP nega perseguição política

Segundo Vasconcelos, esta já é a 4ª ação contra Marcos Santos. "Sempre ele é preso, sai e fica zombando com a cara de todos. Diferentemente do que ele alega, isto não é perseguição política, é fato. O Ministério Público não haje movido por interesses pessoais", declarou o promotor.

Ele explicou ainda que a prisão de Marcos Santos é preventiva e pode durar o tempo necessário. "Esperamos que esta prisão demore, para que não haja interferências na ordem pública", afirmou.

Uma ação criminal foi movida contra outras 18 pessoas acusadas de envolvimento no desvio de verbas. Como Marcos Santos possui foro privilegiado, a ação contra ele correrá no Tribunal de Justiça. Os outros serão investigados pela 17° Vara Criminal da Capital. Segundo Tavares, a Câmara de Vereadores de Traipu também está sob investigação.

Por: Gazeta Web

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