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6 de dezembro de 2011

Candidatura própria do PT será irreversível em Propriá

Secretários começam a desembarcar da administração Zé Américo e rompimento pode acontecer mais cedo do que se imaginava


O Partido dos Trabalhadores está desembarcando mais cedo do que se previa da administração do prefeito José Américo Lima (PSC) e pode iniciar o ano 2012 na oposição ou adiar esta posição no máximo para depois da Festa do Bom Jesus dos Navegantes, mas que dificilmente permanecerá aliado depois de abril. O projeto de candidatura própria defendido por setores insatisfeitos com a pré-candidatura a reeleição do atual prefeito ganha corpo e se fortalece, ao tempo em que abre uma cisão cada vez maior entre estes e os que ainda defendem a manutenção da aliança.

Isto leva a crer que o partido deverá avaliar com mais carinho a pré-candidatura de Paulinho Campos, que colocou seu nome a disposição e conta com o apoio de expressivas forças políticas locais, entre elas o ex-prefeito Renato Brandão (PMDB), além da simpatia da Executiva Regional que sinaliza para a necessiadade do PT manter a posição alcançada em 2008, quando reelegeu Paulo Britto prefeito de Propriá.

Na semana passada pediu exoneração da secretaria municipal de Finanças o competente, eficiente, operoso, habilidoso e incorruptível Jucivaldo Alves Santana, pedido que foi aceito pelo prefeito José Américo que deverá confirmar alguém de sua mais absoluta confiança. Independente de quem o substitua (e torcemos que seja possuidor dos mesmos qualificativos e adjetivos), a administração perdeu um dos mais preparados quadros da administração pública de Sergipe. Juci não é filiado ao PT, mas um nome da mais absoluta confiança do partido e do ex-porefeito Paulo Britto, que o recrutou junto a Erpac para ajudá-lo a administrar com zelo, ética e transparência a prefeitura de Propriá.

Uma semana depois, foi a vez do presidente do PT no município, Heldes Guimarães (foto), que ocupava a Secretaria Especial de Atenção a Zona Rural pedir exoneração e comunicar aos membros da direção municipal que reuniu-se na noite de onte,m 05, na Câmara de Vereadores.

Um terço de petistas

O PT participava da administração José Américo com seis secretarias – um terço do primeiro escalão (Alberto Amorim/Cultura e Meio Ambiente, Heldes Guimarães/Atenção a Zona Rural, Paulo Britto/ Planejamento, Articulação e Intersetorialização das Políticas Públicas, Irani/Desenvolvimento Econômico, Geração de Emprego e Renda, Martinho José/Segurança Sócio-Patrimonial, Jean Gledson/Transportes e Trânsito Público), dezenas de cargos comissionados, mas nenhum deles fora fruto de indicação das instâncias partidárias.

Bancada dividida

Na Câmara Municipal, tem sua bancada dividida, com o vereador Fernandinho Britto liderando a bancada de situação e seu colega Paulinho Campos, preisdente da casa, liderando o bloco de oposição. Já o bloco de sustentação do prefeito, está em minoria, mas existem investidas junto a vereadores de oposição, a exemplo da vereadora Lúcia de Vado (PSD) que deve permanecer na oposição, sob pena de ter mal interpretada uma mudança repentina de comportamento faltando um ano para as eleições. “É melhor um mandato nas mãos, que um voando”, não é vereadora?

Mudança de rumo

Infomações dão conta que até o final de dezembro mais um secretário deixará o barco da situação, por discordâncias das posições adotadas pelo prefeito e sua “nova” equipe, e até o final de janeiro de 2012 mais outro deverá arrumar as malas e sair por incompatibilidade de projetos e de distanciamento dos princípios preconizados pelo ex-prefieto, o petista Paulo Britto, atual secretário de municipal de Planejamento, Articulação e Intersetorialização das Políticas Públicas.

No apagar das luzes

Aliás, por questão de coerência, dizem que Paulo Britto deverá ser o único secretário a permanecer na administração até 31 de dezembro de 2012 e será um dos coordenadores da campanha pela reeleição de Américo, mas neste caso não cumprindo uma tarefa do partido, mas de alguém que empenhou a palavra dada.

Irreversível

Na reunião de ontem a noite, o presidente Heldes Guimarães, não só defendeu que o PT tenha candidatura própria mas alertou para o fato de que, quem não acompanhar a posição partidária, quando esta for oficializada, sserá enquadrado dentro das regras estatutárias. Ainda na noite de ontem ouvimos por telefone um influente dirigente da Executiva Estadual e este demonstrou sua preferência em uma candidatura própria em Propriá, “por entender que o partido não pode deixar de ser referência política no Baixo São Francisco e aquela cidade está entre as prioridades eleitorais de 2012 e por tabela, de 2014”, disse ele, pedindo reservas para não se antecipar a uma decisão que antes deverá ser discutida pelos companheiros de Propriá.

Fonte: Tribuna da Praia

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