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3 de dezembro de 2011

Mais de 96 mil pessoas já foram desligadas de empregos em 2011



Seria muito bom dizer apenas que 118.823 mil pessoas foram contratadas de janeiro a outubro de 2011 pelas empresas que atuam no Estado de Sergipe. Mas não pode ser dito assim, porque no mesmo Estado e no mesmo período foram desligadas de seus postos de trabalho outras 96.645. Nesta brincadeira, o saldo total positivo ficou em 22.187, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.

Na análise de Alessandro dos Santos, presidente da Associação dos Desempregados do Estado de Sergipe - Asdese -, não há muito o que se comemorar. "O número de pessoas demitidas continua alto, por isso o saldo é pequeno. E devem haver ainda mais desempregados, pois nesses dados não estão incluídos os desempregados que buscam o seu primeiro emprego e os trabalhadores informais", revela Alessandro.

Quem sabe muito bem a realidade dos que buscam emprego é Vandete Sebastiana Santos Silva, 43 anos, que passou a tarde da última quinta-feira, 24, percorrendo várias lojas do Centro de Aracaju para deixar currículos e tentar se encaixar. "Estou me virando como posso, com ajuda de outros familiares que estão empregados e com alguns trabalhos esporádicos. Mas realmente está difícil encontrar algo, ainda mais depois dos 40 anos", desabafa Vandete.

FALTA OLHAR

Para o presidente da Asdese, Alessandro dos Santos, casos como o de Vandete Sebastiana dos Santos só reiteram uma luta antiga dos desempregados: a criação de políticas públicas com objetivo de reinserir estas pessoas no mercado de trabalho, como programas gratuitos de qualificação profissional, duas passagens gratuitas em transportes coletivos para o interessado entregar currículos e participar de seleções, entre outras.

"Falta até mesmo o cumprimento das leis já aprovadas pela Assembleia Legislativa e Câmara Municipal, que estão engavetadas há anos. Um exemplo é a lei 110/2006, que isenta os desempregados sergipanos de pagar a taxa de inscrição em concursos públicos promovidos pelo Estado. Por falta de recursos financeiros, muitos deixam de concorrer a uma oportunidade de uma vaga no emprego publico", aponta o presidente da Asdese.

E Alessandro dos Santos revela ainda que, fazendo uma comparação com 20 anos atrás, os índices de geração de emprego e desligamentos continuam os mesmos. "A melhoria é muito pouca. Continua tendo mensalmente no Estado demissões que variam de 4 mil a 6 mil trabalhadores e as contratações de 4,8 mil a 6,9 mil", esclarece.

Sendo assim, restam, de fato, os resultados em "positivo", mas ainda muito aquém da necessidade do povo que precisa de um emprego para viver sustentar a família. Desta forma, não há tanto o que se comemorar. O que existe é muito a se fazer para mudar a realidade.

Por: Cinform

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