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30 de abril de 2012

Dono da editora que publica Veja e jornalista da revista podem ser convocados para depor na CPI do Cachoeira




Aliado de bicheiro diz que orientou diretor da revista em matéria sobre governador
Do R7, com Jornal da Record
  
O diretor da sucursal da Veja em Brasília, Policarpo Júnior, e Roberto Civita, dono da Editora Abril, responsável pela publicação da revista, podem ser convocados a prestar esclarecimento na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Cachoeira, que vai investigar os negócios do bicheiro.

As denúncias envolvendo Policarpo Júnior repercutiram no Congresso e a comissão se reúne nesta quarta-feira (2) para analisar os pedidos de convocação. O deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) defende que a relação entre a quadrilha e um jornalista da revista seja esclarecida pelo grupo de trabalho.

— É uma relação política estabelecida e que precisa ser esclarecida à população. Diferente de jornalismo investigativo, esta atitude que me parece muito mais de cumplicidade.

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Em uma das gravações feitas pela Polícia Federal, à qual o R7 teve acesso, Cláudio Abreu , ex-diretor da Delta Construções, diz que deu orientações a Policarpo Júnior para produção de uma reportagem sobre Agnelo Queiroz (PT-DF). Dias antes, foi publicada uma denúncia sobre a atuação do governador na operação Caixa de Pandora, que derrubou o antecessor e rival José Arruda (ex-DEM).

Aparentemente, o grupo de Cachoeira tentava abastecer a revista com informações que interessavam a seus negócios. Entre o dia 29 e 30 de janeiro, membros do grupo discutem a repercussão da matéria e usam a história para pressionar o governo para o cumprimento de uma promessa não identificada pelo inquérito da PF.

Uma das armas do grupo é o senador Demóstenes Torres (DEM), que deu declarações – e poderia dizer mais – à imprensa a respeito do caso.

Em conversa telefônica do dia 30 de janeiro, Dadá – Idalberto Matias de Araujo, o braço direito de Cachoeira – diz a um interlocutor identificado como Andrezinho que sabia da reportagem na Veja antes da publicação e que tinha pedido para o chefe “provocar para que o senador [Demóstenes Torres] fosse ouvido na matéria”.

No mesmo dia, Cachoeira pergunta a Dadá:

- Será que ele [Agnelo] cai?

Nesta degravação, a Polícia Federal especifica que eles comentam sobre a reportagem da Veja que trata do caso do governador do DF.

A estratégia dos dois era continuar “batendo” do governador até que ele resolvesse certo problema. Outra possibilidade que Dadá levanta é arquitetar a queda de Agnelo em três ou quatro meses para que o vice-governador, Tadeu FIlipelli, assumisse.

- Aí ele resolve nossa vida, né possível! (sic).

Fonte: R 7
 
 

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