O Silêncio dos Bons - Manchete do São Francisco

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11 de abril de 2012

O Silêncio dos Bons





O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”.
É com a frase do pacifista americano, Martin Luther King Jr*, aquele que lutou pela igualdade de direitos entre negros e brancos, que o presente texto se inicia.
Sua frase é, até os dias de hoje, uma das mais lembradas quando se discute luta por direitos, busca por igualdade e ativismo político. A política, há muito, passou a ser tratada com desprezo por aqueles que se consideram “bons demais” para discuti-la e assim, acabam contribuindo, com sua orgulhosa omissão, para que tudo permaneça exatamente como está, ou acabe piorando.
Veem a desigualdade social e a marginalização crescente como injustiças a serem combatidas, mas para tanto nada fazem. Preferem levantar os vidros do carro ao parar num semáforo, prender a respiração ao passar pelo lixo ou por um riacho poluído, não se indispor com os políticos por almejar um cargo público ou eventual troca de favores.
A corrupção que assola todo o país, e muito incomoda os alagoanos, deve ser tratada como um problema epidêmico a ser combatido por todos, e não apenas por aqueles que se dispõem a falar pelos “mudos”.
Eliminar vícios sociais é o primeiro passo para a mudança da sociedade. Agir com os outros como gostaria que agissem consigo. Olhar para os desvalidos como se estivesse diante do próprio pai ou do filho. Ser tolerante com os ignorantes e impaciente com os poderosos. Ajudar um desconhecido só pelo prazer de ser útil.
E nunca, jamais, perder o poder de indignação. Jamais acomodar-se às verdades impostas e aos fatos consumados. Lutar, pacífica, coerente e persuasivamente, com as armas que mais surtem efeito, as palavras e os exemplos.
Não adianta empurrar a responsabilidade para os “políticos” ou para gestões públicas anteriores, o que vale é o que é feito no presente para mudar o futuro.
E é com outra frase de Luther King Jr que este texto se encerra:
No final, não nos lembraremos das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos amigos”.

 

  *No último dia quatro de abril fez quarenta e quatro anos da morte do líder negro que lutou, com palavras, marchas e discursos, pelo fim da discriminação racial. E foi o mais jovem a ganhar um Prêmio Nobel da Paz.

Fonte:Blog de Candice Almeida, Site Cada Minuto.

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