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3 de julho de 2012

A Diocese de Propriá nas eleições municipais .

A Diocese de Propriá nas eleições municipais

“A vida do povo se realiza basicamente no município.
Aí se mora, se trabalha, se estuda, se sofre, se festeja.
Aí as pessoas se conhecem.
A vida humana é um ambiente em que a socialização e a política acontece.
Grande parte das decisões sobre o município é tomada pelo poder municipal: prefeito e vereadores. Daí a importância das eleições municipais para a vida do povo.
A Igreja, como Mestra e Mãe, coloca à frente de todos os outros valores humanos a vida, o valor dos valores. E a vida é administrada pela política, quer nas decisões básicas quer nas mais complexas. Sendo assim, para a Igreja a política assume lugar, significado e grande importância. É também na política que a vida acontece. No fim, teremos como consequência que da boa escolha de bons candidatos teremos uma boa gestão política. Teremos uma vida melhor, mais saudável, confortável e segura. Então, política é coisa séria, importante e deve ser valorizada e respeitada.
POLÍTICA E COMUNIDADE
Política partidária e comunidade são duas coisas diferentes.
Os cristãos podem e devem organizar-se em torno de um determinado candidato sério, de um partido sério, porque são cidadãos. A comunidade tem o dever de respeitar e acolher cada um de seus membros, mesmo que pensem diferente em assunto de política. Assim se consolida o ambiente democrático. Como cidadãos que somos, temos o direito de escolher livremente e apoiar nosso candidato, principalmente porque acreditamos em suas propostas e entendemos que elas serão as melhores para resolver os problemas relacionados à vida. No ambiente democrático, temos também o dever de respeitar a opinião de quem pensa diferente de nós. No fim, vencerá o pleito o melhor. Não podemos nos deixar conduzir por um "cabo eleitoral". Nem por paixões, nem por interesses escusos, porque se assim fizermos o preço a ser pago será muito caro.
O voto é secreto e ninguém precisa saber em quem eu vou votar. O voto é o instrumento através do qual o cidadão exerce o seu poder democrático de escolher o candidato que ele entende ser o melhor. O voto é um poder indelegável, irrenunciável, inalienável.
É muito triste quando a comunidade se divide por não respeitar a opinião política dos seus membros. Nesse ambiente as paixões, os interesses e o fanatismo político colocam na berlinda a vida, o valor dos valores.
A tese é: O cidadão é aquele que respeita e quer ser respeitado.
PREFEITO
O prefeito exerce as funções de chefe do Poder Executivo Municipal.
Cabe ao prefeito:
        Administrar, planejar o município e cumprir as leis;
        Nomear e exonerar os secretários municipais. Devem ser pessoas competentes na sua respectiva área;
        Sancionar leis e expedir documentos e portarias;
        Organizar a administração do município;
        Prestar contas de sua administração à Câmara de Vereadores, ao Tribunal de Contas do Estado e aos munícipes.
O prefeito que respeita o povo numa administração participativa vai às comunidades, aos bairros, aos movimentos sociais, consultando e ouvindo a população, conhecendo suas necessidades.
O bom prefeito é servidor do povo e não dono do poder. Ele é eleito para servir e atender aos interesses comuns.
VEREADORES
Vereador é aquele que cuida do bem estar do município.
Cabe ao vereador:
        Representar o povo na Câmara municipal;
        Fazer as leis que interessam à comunidade e acompanhar sua execução;
        Fiscalizar os atos do prefeito e as contas do município;
        Denunciar os desmandos, atos de corrupção, empreguismo;
        Acompanhar a aplicação do dinheiro público.
        Os vereadores devem corresponder à confiança dos eleitores e participar da vida e das necessidades da população.
POLÍTICA E POLITICAGEM
Política é o jeito de organizar a sociedade buscando o bem comum.
Política é todo o trabalho que a gente faz em favor da sociedade.
Politicagem é a política dos exploradores do povo, dos que trabalham contra o povo e a serviço dos interesses de uma minoria.
Politicagem é mentir e enganar o povo na época das eleições. É oferecer vantagens em troca de favores.
Voto não é mercadoria que se compra e que se vende. O voto vendido tira todo o valor do cidadão; por mais que ele receba em troca, está vendendo barato demais o bem-estar dos milhares de pessoas do seu município.
Enquanto a política é coisa boa e necessária para a vida das comunidades, politicagem é uma ofensa à dignidade do povo.
PARTIDO E CANDIDATO
Partido político é uma organização de uma parte da sociedade, que possui um programa de governo e propostas concretas para a comunidade. Quando as propostas do partido apenas olham pelos interesses de seus membros e não pelos do povo, trata-se de corrupção na política. Quando algum vereador aprova a prestação de contas da prefeitura a troco de cargos ou dinheiro, mesmo sabendo que estão erradas, isto é corrupção na política. Existem políticos profissionais – e não são poucos - que só visam seu interesse pessoal, sua promoção.
Estes não têm nada a ver com o povo.
Num partido sério, é seu programa que dá ao eleitor condições de cobrar do candidato eleito o cumprimento das promessas feitas durante a campanha.
Candidato desonesto não deve ser aceito em partido sério.
VOTO CONSCIENTE
O voto é a forma que temos de eleger alguém para ocupar uma determinada função no município.
É através do voto consciente que o cidadão participa da vida política de seu município, escolhendo com liberdade, sem nenhuma coação, o prefeito e os vereadores que vão governar o município por quatro anos.
Daí a importância de conhecer o candidato em quem você vai votar e o partido a que pertence.
O voto é uma grande arma e não podemos abrir mão dele. Não se anula o voto e não se vota em branco.
Votar é um direito e um dever do cidadão.
CONCLUSÃO
A Diocese de Eunápolis deseja que neste ano tenhamos eleições decentes em nossos municípios (Belmonte, Eunápolis, Guaratinga, Itabela, Itagimirim, Itapebi, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália).
1.         Que o eleitor vote consciente e com espírito cidadão;
2.         Que o candidato saiba respeitar o eleitor, não fazendo do palanque lugar de agredir pessoas e suas famílias;
3.         Que o eleitor seja respeitado em sua escolha política e saiba respeitar a opinião dos outros;
4.         Que o eleitor escolha o prefeito e o vereador não por interesses próprios, mas por amor a seu município e com o objetivo de proporcionar progresso e qualidade de vida à comunidade;
Que as eleições sejam a festa da cidadania e da democracia.”

Cartilha distribuida pela Diocese de Propriá/SE.
 
 
Fonte: JM  News

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