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18 de julho de 2012

"E o senhor doutor João não se cansa de apanhar de menino?"


Provocação é feita por Déda em alusão às vitórias sobre o adversário



Por Joedson Telles

Ressalvando que a Prefeitura de Aracaju não pode servir para políticos fazerem negociatas, o governador Marcelo Déda (PT) assegurou que o candidato do seu bloco, Valadares Filho (PSB), vai encarar o ex-governador João Alves Filho (DEM) nas urnas, e o grupo o vencerá o pleito mais uma vez. "Vamos encarar ele de novo, para derrotá-lo de novo. O mesmo candidato que disse que Déda era um menino, agora, outra vez, diz que Valadares Filho não tem experiência. E o senhor doutor João não se cansa de apanhar de menino?", indagou, lembrando que foi chamado de menino e derrotou o adversário duas vezes.
Segundo Déda, a aliança do ex-governador João Alves com o grupo dos Amorim já mostrou, em apenas duas semanas, o seu caráter. "Na primeira semana, familiares do candidato adversário disseram o caráter da aliança que foi celebrada. Não foi Déda, não foi Jackson. Foram pessoas de dentro da casa, que amam, com razão, que se indignaram quando viram o anúncio que foi feito. Surgiu a primeira demonstração do risco que Aracaju está correndo. Ao que nós estamos assistindo é à negociata, onde a campanha é discutida baseada na compra do apoio, na exigência de dinheiro. Quem leu a entrevista no Cinform (de Almeida Lima) sobre os nossos adversários ficou preocupado", disse Déda.

O governador, entretanto, acolheu não poder dizer se a denúncia do deputado federal Almeida Lima (PPS) sobre os R$ 5,4 milhões é ou não verdade. "Mas ele não apenas disse o valor da negociata como mostrou que havia uma avaliação para a campanha que era R$ 5 ou R$ 6 milhões, e depois dobrou para 12 milhões. Aracaju precisa estar atenta a isso, para depois não ser surpreendida com escândalos, que vão mostrar a nossa cidade bonita em tenebrosas transações", preveniu, recorrendo uma frase da música de Chico Buarque, ‘Vai passar'.

De acordo com Déda, a história política de João Alves como prefeito foi em 1974. O governador admitiu, aliás, que o adversário foi um grande prefeito. "Mas com um conceito de desenvolvimento que é muito atrasado. Ele foi prefeito em 74 e muito de vocês não eram nem nascidos. Nos anos 70, teve progresso. O capital aplicado viabilizou a expansão urbana da cidade, mas o progresso com a marca da especulação imobiliária. O progresso desenhado para servir a quem tinha dinheiro. Quando Jackson chegou, em 85, a mesma cidade que tinha avenidas abertas era a cidade que tinha 14 mil crianças fora da escola. A periferia de Aracaju tinha visto escola nova no tempo do (então) prefeito (José) Conrado. Foi Jackson quem saiu construindo escola, creche e posto médico nas periferias", disse

Déda ajuíza que o conceito de desenvolvimento de João Alves foi bom para a década de 70 do século XX. "Estamos sendo chamados, agora, para fazer uma Aracaju melhor do que Jackson fez, melhor do que a que eu fiz, melhor do que Edvaldo Nogueira fez, olhando para o século XXI e para os próximos 20 anos. Os dois últimos bairros criados em Aracaju foram a Coroa do Meio e o 17 de Março. O primeiro construído por João e o outro eu comecei e Edvaldo terminou. Um bairro foi feito para os ricos", disse, referindo-se à Coroa do Meio.

Segundo Déda, a Coroa do Meio era o bairro mais caro no final dos anos 70 e no começo dos anos 80. "João botou para fora os pescadores que moravam ali. Foram jogados para dentro do mangue, para liberar o terreno para especulação imobiliária. A lógica que ele construiu foi destruir o mangue. Fez um crime social de expulsar os pobres e um ambiental de destruir o mangue. Quem veio para consertar os erros de João? Primeiro Valadares, que fez o quebra mar. Se não fosse esse quebra mar, não existiria mais Coroa do Meio", acredita. Déda observou ainda que, quando prefeito, deu moradia decente às mesmas pessoas que João jogou à própria sorte nas palafitas.

Fonte: F5

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