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25 de julho de 2012

Funcionários da rede estadual de saúde paralisam as atividades em SE.

Eles reclamam da falta de materiais básicos e das condições de trabalho.
Categoria pede a criação de plano de cargos e salários para todas áreas.

Marina Fontenele  
Do G1 SE
Dia de paralisação foi marcado por panfletagem e passeata (Foto: Marina Fontenele/G1 SE)Dia de paralisação foi marcado por panfletagem e passeata (Foto: Marina Fontenele/G1 SE)

Trabalhadores de várias áreas vinculadas à Secretaria de Estado da Saúde (SES) fizeram ato público na manhã desta quarta-feira (25) em frente ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Eles paralisaram as atividades durante 24 horas para chamar a atenção da população para a falta de materiais, sobrecarga de trabalho e criação de um plano de cargos e salários.
Genny explica o motivo da paralisação (Foto: Marina Fontenele/G1 SE) 
Genny explica o motivo da paralisação
(Foto: Marina Fontenele/G1 SE)

“Neste mês o Governo do Estado apresentou uma proposta semelhante à de 2010 e os servidores mais uma vez não aceitaram. Nós entendemos isso como um desrespeito, pois o os índices de projeção de agora são ainda menores que os propostos há dois anos”, explica Genny Guarabyra, presidente do Sindicato dos Fisioterapeutas.
Segundo ela, com o plano sugerido pela administração pública o valor real do salário permanecerá o mesmo até 2014. “Para o funcionário contratado o ganho real não existe com a incorporação de gratificações. Essa diferença já é notada atualmente, pois a maioria deles ganha praticamente a metade da remuneração dos concursados fazendo o mesmo trabalho”, afirma Genny.

Apesar da paralisação, 50% do efetivo foi mantido no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e 30% nos demais centros de saúde de Sergipe. Já nas unidades de atendimento de casos críticos o quadro de trabalho não foi alterado durante a paralisação.
“Não sentimos a falta de profissionais nas Alas Azul, Amarela, Vermelha e Verde do Huse. Todas as Alas do pronto-socorro estão funcionando normalmente”, informa José Castilho, assessor de comunicação da Fundação Hospitalar de Sergipe (FHS).
 
Problema sem fim

Entre as principais reclamações estão a falta de materiais básicos como formol, dreno, gorro, gás anestésico, seringa, álcool hospitalar, placa de cultura (para análise de amostras biológicas), além de medicamentos no ambulatório do centro de oncologia.
“Todo o material para que as cirurgias sejam realizadas foram providenciados dentro do hospital. Nenhum procedimento foi desmarcado por falta de materiais. O que pode haver é a falta pontual de algum item e a substituição dele por outro com a mesma eficácia como, por exemplo, o antisséptico”, garante o assessor de comunicação da FHS.
Alguns servidores do Huse informaram ainda que só existe um elevador no maior hospital de Sergipe e que por ele são transportados doentes, lixo e comida. O acúmulo de material biológico contaminado também preocupa.
“A autoclave [máquina que desinfecta o material biológico] ficou quebrada por cerca de cinco meses e por conta disso houve um acúmulo. Cerca de 400 kg de mostras de sangue, vírus, bactérias e fungos estão acumulados na sala ao lado de onde ficam vários equipamentos”, denuncia Reginalda Moreira Guilherme, técnica de laboratório.
Segundo a Fundação Hospitalar, a nova autoclave vai começar a ser utilizada ainda nesta quarta-feira (25). “Na realidade existe um material de ampolas que são descartáveis que está guardado de forma correta em plásticos que são apropriados para este tipo de acondicionamento. O material já vinha sendo operacionalizado em outra autoclave, então nenhum material foi descartado sem antes passar pelo processo de desinfecção”, garante Castilho.
Faixa mostra a indignação da categoria (Foto: Marina Fontenele/G1 SE) 
Faixa mostra a indignação da categoria
(Foto: Marina Fontenele/G1 SE)
Negociação

Os funcionários ocuparam a Avenida Tancredo Neves, em Aracaju, enquanto o sinal estava fechado para distribuir panfletos explicativos. Eles seguiram em marcha até a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, considerada de autorisco.
Uma reunião com representantes dos sindicatos da rede estadual de saúde e o Governo do Estado está marcada para o dia 31 de julho. Os funcionários agendaram assembleia para análise da contraproposta para o dia 2 de agosto.
“Existe uma mesa de negociação a qual a Secretaria de Estado da Saúde mantém uma mesa de diálogo. Nesta próxima reunião com todas as categorias deve ser apresentada uma contraproposta por parte dos trabalhadores”, finaliza Castilho.






 

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