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1 de setembro de 2017

Dezoito são presos por abater milhares de aves no sertão

Dezoito são presos por abater milhares de aves no sertão



Dezoito pessoas foram presas em uma operação realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), nos municípios de Itabi e Gararu, no sertão sergipano. O grupo é acusada de abater aves cardinheiras (Zenaida auriculata). Os agentes chegaram a apreender mil animais mortos.

Além das prisões, foram lavrados 14 autos de infração, totalizando R$329 mil. A operação foi iniciada por causa de denúncias feitas ao Ibama. Cerca de 200 caçadores cometiam o crime. Esta época do ano é marcada pelo período reprodutivo de aves, o que torna o crime ainda mais cruel. “Milhares de aves adultas são mortas em plena fase reprodutiva, comprometendo a sobrevivência da espécie, e os filhotes abandonados acabam morrendo de fome”, coordenador de Operações de Fiscalização do Ibama, Roberto Cabral.

A espécie, também conhecida como avoante ou arribaçã, se desloca em grupos enormes e tem hábito de fazer ninhos diretamente no solo da caatinga, em áreas chamadas de pombais, que chegam a ter 12 km² de extensão, com 3 a 4 ninhos por km². Este hábito torna a arribaçã uma presa fácil.

A caça de animais silvestres nativos ou em rota migratória é considerada infração ambiental prevista no Decreto 6.514/08, que estabelece multa de R$ 500 a R$ 5 mil por espécime, além da apreensão dos petrechos. Os infratores poderão ser denunciados pelo Ministério Público e responsabilizados judicialmente pelo crime ambiental. A legislação prevê detenção por seis meses a um ano e a pena pode ser triplicada em caso de caça profissional.


Por Infonet
01/09/2017

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