Servidores protestam contra fechamento da maternidade de Capela - Manchete do São Francisco

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29 de outubro de 2019

Servidores protestam contra fechamento da maternidade de Capela

Segundo Secretaria de Estado da Saúde, situação da unidade ainda não foi definida.



Servidores estaduais se reuniram na manhã desta terça-feira(29), em frente ao Palácio Governador Augusto Franco, em Aracaju, para protestar contra o fechamento da Maternidade de Capela, a 67 quilômetros da capital. A medida, que foi anunciada na última sexta-feira (25) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), ainda não tem data definida para ocorrer.

Com a medida, as parturientes deverão ir para as maternidades nos municípios de Propriá, Nossa Senhora do Socorro e Itabaiana.

A auxiliar de enfermagem e representante dos servidores da maternidade, Maria da Paixão Santana, diz que há médicos interessados em assumir o trabalho. "Vários médicos já estiveram na maternidade, já foram visitar, mas nenhum deles, quando chega até a Fundação [Hospitalar de Saúde], tem permissão de assinar o contrato. O governo não tem interesse em manter a maternidade em funcionamento", disse.

Segundo o órgão, o motivo é a falta de interesse dos médicos em trabalhar na unidade, provocando um baixo número de atendimentos. O estado informou ainda que o repasse mensal de R$ 750 mil é considerado muito alto para a pouca resolutividade.

Sobre os funcionários, a SES disse que as equipes serão remanejadas gradativamente para complementar as escalas em outras unidades hospitalares.

Após uma reunião realizada no Ministério Público, o Secretário de Estado da Saúde, Valberto de Oliveira, informou que o governo ainda está iniciando uma conversa com o os envolvidos sobre a possibilidade de fechamento da maternidade. Ele disse ainda, que a previsão é que o espaço funcione como um centro de especialidades, mas nada está concluso.

“O Ministério Público está acompanhando a situação para readequação do atendimento da rede materna. Até a definição do fluxo de atendimento as coisas continuam como estão”, explicou o promotor do MP, Rony Almeida.

Outro protesto

No mesmo local, servidores estaduais realizaram um ato, contra a defasagem salarial de vigilantes, merendeiras e serventes.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase), a defasagem salarial atinge cerca de 5 mil servidores públicos.

Em nota, a Secretaria de Estado da Comunicação pontuou que a manifestação é legítima e que compreende as reivindicações do serviço público estadual, mas alegou que a prioridade do estado, no momento, é a de pagar os funcionários públicos pontualmente. No momento, o principal foco é continuar lutando para amenizar o impacto do deficit da previdência e pagar os funcionários ativos e inativos dentro do mês trabalhado, o que já ocorre com 70% dos trabalhadores.

G1 Sergipe

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