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13 de janeiro de 2020

Veja como os criminosos usam grupos de WhatsApp para aplicar golpes

Após clonar número, golpistas se utilizam da imagem do usuário para solicitar dinheiro e aplicar golpes em amigos e familiares.

Após clonar o número, golpistas utilizam o contato para solicitar dinheiro de amigos e familiares – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação/ND

Uma mensagem chega no WhatsApp. A foto e o nome são de uma pessoa conhecida, que faz parte do mesmo grupo de trabalho que você participa no aplicativo de mensagens. 

O conteúdo informa que o grupo será excluído e que um novo será criado. Mas, para entrar, uma senha será enviada e deve ser repassada ao usuário caso tenha interesse em participar do grupo.

Ao clicar no código, a pessoa simplesmente fica sem acesso ao aplicativo, ao mesmo tempo que amigos e familiares recebem mensagens estranhas. A ficha cai e você descobre que foi vítima de um golpe e o seu número no WhatsApp foi clonado.

A nova estratégia vem fazendo vítimas em todo o País, inclusive em Joinville, no Norte do Estado. Na última semana, uma mulher, que não quis ser identificada, teve seu número bloqueado após cair no golpe.

“Eu recebi uma mensagem de outra pessoa, de um grupo de trabalho, falando que o grupo seria excluído e se eu tinha interesse em continuar no grupo. Para isso, ela ia me mandar uma senha que eu poderia entrar e sair do grupo a hora que quisesse. Eu disse que tinha interesse, recebi o código por SMS e passei para ela”, relembra.



Após enviar o código, a vítima cai no golpe. Os golpistas, então, mandam mensagem aos outros participantes do grupo bem como para os contatos pessoais dizendo: “Oi, precisava de um grande favor seu. Tive o cartão bloqueado e preciso de um dinheiro emprestado. Depois, te devolvo”.

Se a pessoa responder que vai depositar, os criminosos, então, mandam os dados bancários para a transferência com nome e CPF. Lembrando que os golpistas se passam pela vítima, usando o aplicativo com mesmo número e foto.



Segundo o especialista em segurança digital, Paulo Bousfield, o pedido do código é a principal forma de clonagem dos números usados, posteriormente, para aplicar golpes.

“Para clonagem, ele (o golpista) precisa desse código de ativação que é enviado por SMS. Por isso, é importante que a pessoa nunca repasse esses números e desconfie sempre quando receber uma mensagem desse tipo”, explica.

Golpistas chegam a arrecadar R$ 5 mil reais

Na última semana, a reportagem da NDTV entrou em contato com um dos golpistas que se passava por um usuário. Na mensagem, a equipe questiona como funciona o esquema. A pessoa, então, conta que o golpe é praticado com frequência e que diariamente o grupo chega a arrecadar R$ 5 mil.



Outras técnicas semelhantes também já foram usadas para aplicar golpes em usuários nas redes sociais. Paulo conta que a cada nova divulgação da técnica, pela mídia, os suspeitos procuram uma nova abordagem.

“Essa abordagem envolvendo os grupos de trabalho ainda não tinha visto. Mas não é de se estranhar, já que eles (os golpistas) estão sempre propondo uma nova abordagem para ter as informações das vítimas”, explica.

Denúncia ajuda a polícia a identificar suspeitos

De acordo com especialistas, as contas em banco, usadas pelo grupo, são em nome de laranjas, o que acaba dificultando a localização dos autores dos golpes. Em Santa Catarina, a Polícia Civil não conta com uma delegacia especializada em crimes virtuais, mas tem investido em ações para tentar diminuir os números.

De acordo com o delegado Vinicius Ferreira, a melhor forma de ajudar a identificar esses casos é a denúncia.

“O importante é denunciar e tomar todas as medidas administrativas no próprio aplicativo ou rede social, além, é claro, de procurar a polícia e fazer o registro, já que, com base nisso, as informações são compiladas, e fica mais fácil a identificação da autoria”, explica.

A reportagem da NDTV entrou em contato com a empresa que administra o WhatsApp, mas até o momento não teve resposta.

Com colaboração do repórter Juan Todescatt, da NDTV

Por: NDMais



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