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12 de fevereiro de 2020

Sergipe registra mais de 230 vítimas por intoxicação envolvendo escorpiões em janeiro

Gerente do Centro de Informação e Investigação Toxicológica (Ciatox) deu algumas recomendações para evitar contato com o animal.


Em janeiro deste ano, 234 pessoas foram atendidas pelo Centro de Informação e Investigação Toxicológica (Ciatox) do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), vítimas de intoxicação envolvendo escorpiões.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a picada costuma acontecer quando, acidentalmente, o animal peçonhento é pisado ou tocado.

Veja algumas recomendações dadas pelo gerente do Ciatox, João Francisco dos Santos, para evitar o contato:


Manter a casa limpa

“O ambiente da casa e também a área externa precisa estar limpa sem acúmulo de sujeira, especialmente de madeiras amontoadas e entulhos. Manter limpos quintais e jardins, não acumular folhas secas, lixo domiciliar, telhas. Acondicionar o lixo doméstico em sacos plásticos ou outros recipientes fechados para evitar baratas e outros insetos, que servem de alimento aos escorpiões", alerta o gerente.

Afastar camas de paredes

Segundo a SES, o escorpião é um animal peçonhento de hábitos noturnos que se movimenta com muita velocidade.

Estar atento a buracos no teto

"Buracos no teto que ligam com a parte externa também precisam de cuidados, como os espaços onde são colocados as lâmpadas ou ventiladores de teto"

Acesso à rede de esgoto deve ser bloqueada

"É dali que eles sobem. O ralo do banheiro deve estar tampado quando não estiver tomando banho", complementou.

Como buscar ajuda


A Secretaria acrescenta que, em qualquer ocasião por intoxicação, a vítima deve procurar o hospital mais próximo para atendimento e precisão no diagnóstico, ou entrar em contato gratuitamente com o Ciatox pelos telefones 0800 722 6001 ou (79) 3216-2677 para qualquer orientação. O centro faz parte da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Renaciat), coordenada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e conta com uma equipe multidisciplinar de médicos, farmacêuticos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

O tratamento consiste em soroterapia específica para os acidentes moderados e graves, a qual inibe a ação do veneno naquele local, já que ele age no sistema circulatório e nervoso.

Em caso de picada, é importante que o animal seja capturado e levado em um frasco para que o médico veja qual o procedimento adequado com a vítima.

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