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4 de maio de 2020

Número de casos da Covid-19 em SE pode crescer 86% até a próxima quinta-feira, diz estudo da UFS

Pesquisadores levaram em consideração o número de casos da doença e o índice de isolamento.

Estudo UFS- Foto: UFS

O número de pessoas com a Covid-19, em Sergipe, pode chegar a 1.400 até a próxima quinta-feira (7), o que representa um aumento de 86% de casos confirmados da doença. Os dados são de estudo publicado por pesquisadores do Laboratório de Economia Aplicada e Desenvolvimento Regional da Universidade Federal de Sergipe, e divulgado nesta segunda-feira (4).

Segundo a UFS, o estudo utilizada como base o índice de isolamento da população em 60% e as 730 notificações da doença até o último domingo (3).

O material apresenta cenários de previsão de contaminação por Covid-19, a partir das notificações de casos no estado entre os dias 14 e 27 de abril, considerando previsões definidas com percentuais de quarentena, entre 60% (máximo) e 30% (mínimo). Essa taxa estava em 56% no estado, até o último sábado (2), quando foi divulgada a última atualização do Índice de Isolamento Social desenvolvido pela Inloco.

Os pesquisadores apontam que, com a taxa de isolamento social em 60% após o 45º dia, desde a confirmação do primeiro caso, a previsão é de 1.320 infectados ao final de 55 dias, ou seja, dia 7 de maio. Esse número é considerado expressivo, de acordo com a pesquisa, por representar uma pressão em potencial no sistema de saúde do estado.

Um outro cenário de acordo com o estudo, simulou o ‘afrouxamento da quarentena, com a redução do percentual de isolamento para apenas 30% da população sergipana. A previsão do total de infectados ao final de 45 dias, isto é, 27 de abril, seria de 8.199 infectados. Supondo-se uma taxa de internamento em UTI de 4,45 pessoas em cada 100 infectados, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde em 29 de abril, isso implicaria um colapso do sistema de saúde, haja vista que há disponibilidade de apenas 85 leitos de UTI exclusivos para a Covid-19", diz o estudo.

De acordo com a professora, Fernanda Esperidião, o isolamento social é uma medida eficaz para retardar o crescimento da doença e evitar o colapso no sistema de saúde. “É preciso deixar claro que se trata de uma projeção e considerar ainda que temos problemas de subnotificações. Mostramos o que aconteceria se o isolamento fosse menor ou se ele fosse mais otimista. Mostramos também que os números de infectados seriam maiores num cenário pessimista. E isso teria um efeito muito complicado, que provocaria um colapso no sistema,” explica.

Além da professora, participaram do estudo os professores Fábio Rodrigues Moura, Luiz Carlos Ribeiro, José Ricardo de Santana, José Roberto Lima Andrade, Marco Antônio Jorge.

G1 Sergipe

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