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28 de agosto de 2020

Residência de ex-deputado André Moura é alvo de busca em operação da PF que atingiu Witzel e Pastor Everaldo

 Diligências foram autorizadas pelo STJ. A assessoria jurídica de Moura informou que o nome dele não é mencionado na decisão judicial e que nada foi levado pela polícia.



A Polícia Federal cumpriu no início da manhã desta sexta-feira (28), um mandado de busca e apreensão em um imóvel do ex-deputado federal e secretário da Casa Civil do Rio de Janeiro, André Moura (PSC), localizado em um condomínio no Bairro Farolândia, na Zona Sul de Aracaju. As diligências foram autorizadas pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves, que também determinou o afastamento do governador do RJ, Wilson Witzel (PSC), do cargo e prendeu o presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo.

A assessoria jurídica de Moura informou que o secretário "recebeu com surpresa" a ação da polícia, já que o seu nome não é mencionado na decisão judicial e que nada foi levado de sua residência. A PF disse que não vai comentar o caso.

A operação, batizada de Tris in Idem, é um desdobramento da Operação Placebo, que investiga corrupção em contratos públicos do Executivo fluminense. O nome da operação é uma referência ao fato de se tratar do terceiro governador do estado que se utiliza de esquemas ilícitos semelhantes para obter vantagens indevidas.

Além de Sergipe e do Rio, os mandados estão sendo cumpridos também em outros endereços do Espírito Santo, São Paulo, Alagoas, Minas Gerais e no Distrito Federal. Também está sendo alvo de busca e apreensão um endereço no Uruguai, local onde estaria um dos investigados cuja prisão preventiva foi decretada. Ao todo, são 17 mandados de prisão, sendo seis preventivas e 11 temporárias, e 72 de busca e apreensão.

Improbidade
Em julho, André Moura foi condenado pela Justiça do Sergipe por improbidade administrativa. Na decisão, o juiz Rinaldo Salvino concluiu que Moura teria participado de um esquema que usou dinheiro público para fazer compras em um mercado e em uma peixaria no interior do estado nordestino.

Atuação no RJ

Em julho, André Moura foi nomeado pelo governador Wilson Witzel (PSC) como secretário da Casa Civil do Estado. Moura já havia ocupado esse cargo entre setembro de 2019 e maio de 2020.

Um dos objetivos do governo ao recolocar André Moura como chefe da Casa Civil era contar com a sua articulação política na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), para tentar barrar o processo de impeachment contra o governador Wilson Witzel.

Deputado federal por dois mandatos, André Moura é integrante do PSC e fez parte da equipe do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Também foi líder do governo Michel Temer no Congresso.

Em Sergipe, ele já foi prefeito da cidade de Pirambu. Durante o exercício do mandato, Moura foi denunciado por formação de quadrilha e desvio de recursos públicos - ele ainda responde a esses dois processos no Supremo Tribunal Federal.

Por: G1 Sergipe

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