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3 de fevereiro de 2021

Aracaju tem médio risco para surto de infestação do Aedes aegypti, aponta LIRAa

O estudo foi realizado entre 4 e 8 de janeiro e apontou que o índice subiu de 0,9 para 1,0.



O primeiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) deste ano, realizado em Aracaju, colocou a capital sergipana na classificação de médio risco para aparecimento de surtos ou de epidemias. O estudo foi realizado entre 4 e 8 de janeiro e apontou que o índice subiu de 0,9 para 1,0.

Cinco bairros sofreram alta no novo levantamento. São eles: 18 do Forte, que passou de 1,1 para 2,4; Cidade Nova, que antes apontava 2 e subiu para 2,4; Dom Luciano, que estava com índice de infestação zerado e aumentou para 2,1; São José, que antes registrava 2,0 e passou para 2,2; e o bairro Suíssa, que foi 1,4 para 2,0.

Dos 43 bairros de Aracaju, 26 (60,4% da cidade) foram classificados em baixo risco, considerado satisfatório, e 17 bairros em médio risco (39,6%). Nenhum bairro da cidade foi classificado com alto risco de epidemia.

Entre os bairros que conseguiram zerar o índice de infestação está o Getúlio Vargas, Grageru, Jabotiana, Lamarão, Pereira Lobo e Ponto Novo. O Jardins, que antes registrava 2,0, também reduziu a zero o índice de infestação, sendo o bairro com o melhor resultado.

Este ano, foram notificados à Secretaria Municipal da Saúde seis casos de dengue, 33 de chikungunya, com 13 confirmados; e uma notificação de zika.

Alerta

De acordo com o gerente do Programa Municipal de Combate ao Aedes aegypti, Jefferson Santana, os imóveis continuam sendo os locais com maior número de focos do Aedes aegypti, principalmente reservatórios, a exemplo das lavanderias e caixas d’água, tendo o percentual de 76,3%. Comparando com o último levantamento de 2020, houve uma leve alta de 13,2%.

Os vasos de plantas, lajes e ralos são o segundo maior criadouro do mosquito, apontando 18,6%. Mesmo com essa posição, em comparação com o LIRAa de novembro, houve uma queda de 36,7%, quando esses locais representavam 29,4% dos criadouros.

“É preciso ter o cuidado de manter esses reservatórios tampados, pois quando isso não acontece, em poucos dias, temos o mosquito circulando, assim como o vírus, o que faz as pessoas adoecerem. Já em janeiro, temos notificação das três doenças, provenientes desses índices do novo LIRAa”, disse Santana.

G1 Sergipe


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